Extintores da churrascaria onde menino se queimou estavam vencidos, diz polícia
Advogado do dono afirma que extintores estavam separados para recarga
por G1
- 10/3/2010 às 13:41:54
|
|

- Del.icio.us

- Google

- Digg

- Live

- Reddit

- Twitter
|
|
Os extintores da churrascaria em São Caetano do Sul, no ABC, onde
uma explosão feriu três pessoas no último domingo (7), estavam
vencidos. A informação consta no boletim de ocorrência e foi
confirmada pelo delegado titular do 1º DP da cidade, Rui Digo da
Silva. “Tentaram usar dois extintores, mas apenas um funcionou.
Ambos estavam vencidos”, afirmou o delegado.
Carlos Guilherme Saez Garcia, advogado do
proprietário do restaurante, Alciney Gimenes, afirmou ao
G1 que os extintores utilizados na hora da
explosão estavam separados para recarga, mas que a churrascaria
possui outros regularizados, e que pretende apresentar toda a
documentação ao delegado.
Gimenes deveria prestar depoimento no 1º DP na manhã desta
quarta-feira (10), mas não compareceu. A primeira data agendada
pela polícia para ouvi-lo era na terça-feira (9), quando ele
também não foi. De acordo com o advogado, o proprietário deve ir
ao distrito ainda na tarde desta quarta. Se após três
notificações o Alciney Gimenes não for à del o delegado afirma
que terá de recorrer a um 'mandado de condução
coercitiva', ou seja, um policial deve ser designado para
levá-lo à delegacia.
Explosão
A explosão ocorreu depois que um atendente do
restaurante despejou álcool gel em um réchaud, uma espécie de
fogareiro de ferro utilizado para aquecer os alimentos, ao
tentar reacendê-lo. De acordo com os depoimentos prestados à
Polícia Civil, ele não percebeu que o réchaud já estava aceso.
Um menino de 3 anos teve queimaduras em 54% do
corpo, e está internado em estado grave na Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas (HC), em São Paulo,
segundo informações atualizadas na tarde desta quarta-feira
(10). O padrasto do garoto e sua mãe também ficaram feridos; a
mulher foi liberada com queimaduras leves e o homem permanece
internado no HC, com queimaduras nas mãos. Ele não corre risco
de morte.
O garçom, que segundo a polícia é funcionário
eventual do restaurante, já foi ouvido. Nesta
quarta-feira também deve ser notificado o gerente do
estabelecimento. De acordo com o delegado, os três podem ser
responsabilizados pelo caso. Eles devem ser acusados por lesão
corporal culposa. “Estou na polícia há 22 anos e fiquei chocado
com o depoimento das testemunhas sobre o fogo em uma criança de
apenas 3 anos de idade. Foi muita imprudência”, avalia o
delegado.
A procedência do álcool utilizado pela
churrascaria também foi contestada pela polícia, mas o advogado
de Gimenes afirmou que tem como provar a origem do material e
que apresentará notas fiscais. Ele esclareceu, ainda, que seu
cliente não estava no restaurante no momento da explosão.
|
|
Publicidade |
(clique para ouvir o comercial)
|
|