O governo enviou ao Congresso o pedido de urgência para a tramitação do
projeto de lei que trata da criação da Petro-Sal e fará o mesmo quando
as outras três propostas do novo marco do setor de petróleo forem
aprovadas pela Câmara, afirmou nesta segunda-feira o ministro das
Relações Institucionais, Alexandre Padilha.
A Câmara precisa ainda concluir a votação do projeto que institui o
regime de partilha, e as propostas de capitalização da Petrobras e de
criação do fundo social. Com a urgência, os projetos têm ser analisados
até 45 dias, e o governo espera que eles sejam votados até abril.
'Já encaminhamos o pedido de urgência do pré-sal para o Senado. Na
medida em que na Câmara vão sendo aprovados os projetos e vão sendo
encaminhados para o Senado, o presidente deve colocar o pedido de
urgência para o Senado', disse Padilha após participar da reunião de
coordenação política do governo.
'Estamos conversando com os líderes da base no Senado para
definirmos a estratégia, inclusive negociando com a oposição no Senado
um calendário de votação do pré-sal', acrescentou.
De acordo com Padilha, na reunião desta manhã entre o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva e ministros foram reafirmadas outras
prioridades do governo. O presidente Lula teria dito, segundo ele, que
quer lançar a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) em março.
A proposta de consolidação dos programas sociais em lei também está
entre os objetivos de curto prazo do governo. 'Está se trabalhando um
calendário até o final de fevereiro para se apresentar uma primeira
proposta ao presidente com a nossa perspectiva de, em março, poder
encaminhar para o Congresso', comentou o articulador político do
governo.
Segundo Padilha, consta também da lista de prioridades do Executivo
para o primeiro semestre o Plano Nacional de Banda Larga, que tem como
objetivo aumentar o acesso à internet no País. 'A perspectiva também é
que até o começo de março possa ser lançado.'
Empregos
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, abriu a reunião de
coordenação e, segundo Padilha, reafirmou a tranquilidade em relação à
economia brasileira. 'Mais do que a tranquilidade, a expectativa muito
positiva dos atores econômicos, dos empresários, de todas as
consultorias e análises que estão sendo feitas', disse Padilha.
Segundo ele, Mantega levou à reunião a informação de que durante o
Fórum Econômico Mundial, realizado na Suíça em janeiro, foi feita uma
pesquisa apontando que o Brasil vai ser o que mais vai gerar empregos.