|
Pesquisa da Santa Casa do Rio de Janeiro mostra que 72% das crianças que são atendidas com problemas emocionais costumam ver os pais discutindo. Os problemas de um casal podem ganhar grandes proporções para a criança. Segundo os psicólogos, uma criança a partir de dois anos de idade já consegue perceber as discussões entre os pais. Ela passa a se incomodar com o tom alto da voz ou com as agressões físicas e verbais. A partir dos quatro anos, ela também começa a se sentir culpada pelas brigas. “Faz ele ver as coisas desse jeito errado. De que as coisas são resolvidas na base da agressividade, da ofensa e do xingamento”, conta uma mãe que passou pelo problema. A consequência é que a criança pode ter mudanças de comportamento, ficar mais agressiva ou se isolar. “A escola falava que ele tinha esse comportamento agressivo sempre que contrariado. Exatamente o que ele via em casa”, relata a mãe. A relação ideal, de harmonia constante, nem sempre é possível, mas quando os pais percebem que perderam o controle na frente dos filhos é importante tomar uma atitude na hora: parar para conversar com a criança. É preciso admitir o erro e assumir que aquele não foi um comportamento correto. “Não é para pedir desculpas, mas conversar com o filho sobre o porquê aquilo aconteceu. Isso mostra que é uma família, que existe respeito e que eles querem o melhor para aquela criança e para a família deles. Essa é a melhor forma para evitar um problema lá na frente”, explica o psiquiatra Fábio Barbirato. |