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O sepultamento da representante comercial Rejane Lopes de Oliveira, morta à facadas no último sábado, aconteceu sob protestos da família, na manhã desta segunda-feira (10), no Campo Santo, localizado no bairro do Benedito Bentes, parte alta da cidade. Família e amigos de Rejane comentaram que a representante era muito conhecida entre os profissionais da beleza e tinha como principal qualidade a simpatia e o bom coração. A mãe da autônoma, Maria das Graças, veio da cidade de Feira de Santana com os irmãos para o sepultamento e defendeu a filha, dizendo que ela não tinha relacionamento amoroso com Everton, um dos assassinos que morava com ela. “Minha filha quis ajudar o Everton pois ele passava por dificuldades financeiras. Um amigo em comum pediu que ela o acolhece em sua casa e foi isso que ela fez”, comentou Graça. Rejane foi casada com um empresário catarinense com quem teve um filha, hoje com 13 anos, que vive com o pai em Maceió. Atualmente, a representante é noiva de um rapaz alemão, com quem pretendia se casar e ir morar de vez na Europa. Em sua última viagem, Rejane deixou o apartamento com Everton por 30 dias, enquanto visitava o noivo. Já que o crime não teve motivações passionais, a família acredita que a inveja foi o combustível para que ela fosse morta. “Ela trabalhava muito e sabia se relacionar. Tudo que conquistou foi com muito esforço”, disse Maria das Graças. “Eles levaram o que ela tinha de valor e mataram parte da minha vida”, acrescentou. Rejane vendia produtos para salão de cabeleireiros e iniciaria a representação de um energético. Ela também vendeu os dois carros que possuía para comprar outro novo e comprou, das mãos do próprio Everton, uma casa no bairro do Benedito Bentes. A representante foi morta com 13 facadas no pescoço e uma no pulmão, na sala do apartamento onde morava. Os acusados permanecem na Delegacia de Homicídios, à disposição da polícia. |