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Na mira de líderes evangélicos por causa do chamado kit anti-homofobia, o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quarta-feira (15) que o uso político do tema estimula a violência contra homossexuais. O ex-ministro afirmou que exploração eleitoral do tema "indiretamente acaba incitando" casos de agressão e se disse preocupado com incitação de "forças obscurantistas" no país. "O que me preocupa é que muitas vezes o indivíduo pode entender que é um fato a ser explorado [na campanha] sem considerar que isso indiretamente acaba incitando a violência", disse Haddad. "Muitas vezes, ao não abordar corretamente a questão dos direitos humanos, você acaba sem querer promovendo uma violência que é crescente no país contra pessoas que têm outra orientação sexual." O petista disse ter "certeza" de que os líderes evangélicos que o criticam não pretendem promover a violência, mas afirmou que o uso político do tema "libera em alguns indivíduos forças obscurantistas" contra os gays. Haddad disse não temer ataques por causa do tema. Em entrevista publicada na Folha nesta quarta-feira, Marcos Pereira, presidente do PRB e bispo da Igreja Universal, afirmou que o assunto fará o petista "sofrer" na campanha. "A verdade vai prevalecer sobre a mentira. A verdade prevalecendo, não há o que temer", afirmou o petista. "Estou absolutamente seguro quanto às decisões que tomei." Haddad começou a sofrer críticas em 2011 por causa do kit encomendado pelo Ministério da Educação para combater a homofobia nas escolas. O material vazou antes de ser aprovado e não chegou a ser distribuído a crianças e adolescentes. Na opinião de congressistas da bancada evangélica, os vídeos estimulavam o homossexualismo, o que foi negado pelo ministério e pela ONG que o produziu. |