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Meninas do futsal alagoano se preparam para Copa Nordeste

Equipe NASA dribla dificuldades e treina firme para competição em setembro

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PRIMEIRA EDIÇÃO 25/7/2011 às 8:15:10

Equipe do NASA
Equipe do NASA (Foto: Primeira Edição)

Mulheres praticando futebol de campo em Alagoas é um fato público e notório, ou seja, já é uma realidade. Porém, quando se fala em meninas atuando no futebol de salão no Estado, o caso se torna uma novidade. Para se ter uma ideia desta nova realidade, o site Primeira Edição acompanhou o treinamento do time feminino de futsal Nasa (Nós Ainda Somos Amadoras), no ginásio Arivaldo Maia, no Jacintinho, e conversou com a treinadora da equipe e algumas jogadoras. O NASA é a única equipe, da modalidade esportiva, que estará representando o Estado na Copa Nordeste de Futsal, que acontecerá no Rio Grande do Norte, em setembro.

Sempre às quintas-feiras e também aos sábados, cerca de 20 meninas entre 16 e 22 anos, oriundas da capital alagoana e de alguns municípios do Estado, reúnem-se para desfilar
nas quadras dos ginásios Arivaldo Maia e Sesi da Cambona, respectivamente, exibindo ousadia nos passes, charme na corrida, beleza nos chutes, só que, tudo isso, sem perder o glamour feminino.

Orientadas pela professora de Educação Física e treinadora Ellen Lopes, de 26 anos, as garotas do NASA treinam cinco horas por semana. Durante os treinamentos, Ellen Lopes, que é ex-atleta de futsal feminino, passa um pouco de sua experiência conquistada nas quadras durante onze anos dedicados ao esporte. “Eu comecei a jogar futsal no Cefet, aos quinze anos. Depois passei no vestibular da Ufal para Educação Física e continuei jogando, mas depois recebi um convite para atuar na equipe da universidade como treinadora”, contou Ellen Lopes.

A treinadora disse que depois de ter concluído o curso ainda continuou no comando da equipe de futsal feminino da Ufal, mas por questões administrativas teve de abandonar o cargo e resolveu dar continuidade à sua paixão e prosseguimento ao trabalho de transformar o esporte reconhecido em Alagoas. “Depois que deixei o time da Ufal, resolvi formar o NASA para dar continuidade ao meu sonho”, afirmou.

O time do NASA tem nove meses de vida – fundado em 20 novembro de 2010 –, e conta com meninas que moram em Maceió e em alguns interiores do estado como Santa Luzia, Rio Largo e Garanhus. Algumas atletas são estudantes do ensino médio e outras universitárias, como a Crislani Maria Correia, de 23 anos, que estuda Administração, na Ufal. Mais conhecida como Cris, a futura administradora, que é natural de Salvador-BA, diz ter como ídolo no futebol de salão o jogador da seleção brasileira e melhor do Mundo, Falcão e também a alagoana Marta.

Questionada sobre quando início a jogar futebol, a atleta respondeu que desde que se conhece como gente. “Aonde tinha bola, eu estava no meio. Morava em Salvador e minha mãe trabalhava como camelô e saía de casa e deixava na casa com meus tios. Aí sem a presença da minha no meu pé, eu ia para a rua jogar com os meninos”, disse.

Cris disse ainda que quando veio morar em Maceió com seus tios, uma vez que havia passado no vestibular da Ufal, encontrou incentivo para continuar praticando o esporte quando conheceu Ellen Lopes na universidade. “Em dois mil e oito, eu entrei na Ufal e atuei na equipe da Ellen Lopes. Daí quando ela (Ellen Lopes) saiu do comando da equipe, eu vim para o NASA”, contou. Cris atua tanto de ala como pivô no futsal.

Assim com a Cris, a atleta Jéssica Pacheco, de 22 anos, também conheceu Ellen Lopes no Campus da Ufal, atuando no futsal. Pacheco, que é jornalista e ainda encontra tempo para treinar e jogar, disse que começou a praticar o futebol de salão aos 12 anos de idade. Ela contou que jogava nas quadras próximas a sua casa no bairro do Trapiche. Pacheco, que atua na ala esquerda, tem o Falcão como ídolo. A atleta disse que tem um sonho de um dia ser reconhecida como a alagoana Marta, mas atuando pelo futsal.

RIFA – Atualmente, o time do NASA compra o material de treino como colete e bola, tirando dinheiro do próprio bolso e através rifas. De acordo com Ellen Lopes, a equipe precisará desembolsar R$ 5 mil para custear a ida para o Rio Grande do Norte disputar a Copa Nordeste. “Além da rifa, as nossas jogadores já chegaram a pedir dinheiro no sinal de trânsito”, comentou.

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