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O ex-presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, alegou que a remarcação do GP do Bahrein para 30 de outubro, e a consequente mudança da prova da Índia para dezembro, é contra o regulamento da entidade. Ele argumenta que esse tipo de decisão só pode ser tomada se todas as equipes concordarem. A prova do Golfo Pérsico estava inicialmente prevista para março, mas revoltas populares contra o governo e falta de segurança fizeram com que ela fosse suspensa. "Eu acho que não há a menor chance de esse GP acontecer. Além de todo o resto, você não pode mudar o calendário na forma que foi proposta sem a concordância unânime dos times. É parte do regulamento, artigo 66 do código internacional esportivo. Até a concordância por escrito chegar, você não pode mudar a data", reforçou. Pilotos experientes, como Mark Webber, da Red Bull, e Rubens Barrichello, da Williams, já se declararam contra a realização da prova. O atual presidente da FIA, Jean Todt, defendeu a remarcação, rebatendo que mandou um representente, o chefe da Federação de Automobilismo da Espanha, Carlos Garcia, para avaliar a situação do país. Ele se encontrou com grupos de direitos humanos e deu o aval. O dono dos direitos comerciais da F1, Bernie Ecclestone, porém, afirmou que esses grupos eram ligados ao governo e Mosley ironizou. "O problema é que eles mandaram alguém para checar o Bahrein, mas o cavalheiro, um homem muito, muito gentil chamado Carlos Garcia, não fala inglês e, pelo que sei, também não fala árabe", contou. "Ele foi levado por representantes do governo e não sabia nada do que estava acontecendo e acima de tudo não pediu para ver as pessoas que um advogado de direitos humanos pediu", acrescentou. |