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Após a condenação de três sacerdotes católicos de Arapiraca por pedofilia, o advogado Thiago Mota, que defende o padre Edilson Duarte, em conjunto com Bruno Cardoso, informou que já está com a apelação pronta para recorrer da sentença do juiz João Luiz, da 1ª Vara da Infância e da Adolescência, anunciada no último dia 19.
O advogado aproveitou o ensejo para criticar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, na pessoa do senador Magno Malta (PR-ES), que presidiu a sessão, em meados de abril de 2010.
“Aquilo representou um círculo de horrores. Ele [Edilson] simplesmente disse: se é isso que o senhor quer que eu fale, eu falo”, reconstituiu Thiago, ao falar que padre Edilson desmentiu as declarações. Já o advogado Daniel Ferreira, da Arquidiocese de Penedo, que representou o Vaticano, foi expulso da sessão pública pelo senador e, após um ano, não poupou críticas à CPI. O episódio foi noticiado pela Tribuna Independente, e em seguida a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) moveu um recurso por quebra de decoro parlamentar contra Malta. “Que a CPI ocorreu de forma irregular, sem dúvida. Além de ser um absurdo o fato de eu ser expulso de uma sessão pública. Ela deveria ser presidida por duas pessoas, no caso, só foi uma. Tecnicamente, essa CPI era pra ser nula”, criticou. Ontem, a Tribuna Independente tentou contactar a assessoria do senador por telefone, mas não houve retorno. |