Cinqüenta Ações para Construir a UFAL dos Sonhos
29/5/2011 às 13:6:46
Publicado por Paulo Vanderlei

A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) completou 50 anos em janeiro do corrente ano, e ao longo de sua existência teve 11 períodos de gestão.

Percebe-se que em cada um desses períodos de gestão, a UFAL vivenciou vários acontecimentos que foram impulsionados por fatos internos e externos à Instituição. Desde que foi criada, a única Universidade Federal do Estado tem passado por grandes transformações. Por ser voltada à produção e disseminação do conhecimento, a UFAL tem a dimensão de sua atuação determinada pela amplitude de seus compromissos e pelo envolvimento com a sociedade alagoana. Nessa perspectiva, a instituição procurou se integrar à sociedade, com o fim de compartilhar os problemas, os desafios e ajudar no desenvolvimento nacional, regional e local.

Seu Campus principal e mais antigo está localizado em Maceió, no bairro do Tabuleiro do Martins, às margens da BR-104 (Campus A. C. Simões), mas tem outros Campi e Unidades de Ensino no interior do Estado de Alagoas: Viçosa, Rio Largo, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Penedo, Delmiro Gouveia e Santana do Ipanema. A primeira unidade da UFAL no interior foi em Viçosa, em 1975, com a criação do Centro de Ciências Agrárias – CECA, que funcionou naquele município até 1984 e depois foi transferido para Maceió, e a segunda em Rio Largo, em 1996, com a transferência do CECA do Campus A. C. Simões para o Campus Delza Gitai, nome dado as instalações do Ex-PLANALSUCAR que foi adquirido pela UFAL em 1990 para instalar aquele centro. Contudo, a interiorização da UFAL foi ampliada significativamente na gestão atual, com os Campi Arapiraca e Sertão e suas Unidades de Ensino, que contou com um momento bastante privilegiado, proporcionado pelo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujas Universidades Públicas Brasileiras tiveram uma conjuntura externa tão favorável para consolidar, ampliar e aprofundar um processo de transformação destas Instituições de Ensino Superior.

Ninguém pode negar que a chegada da UFAL no interior representou, sem dúvidas, uma esperança para a inclusão social e o desenvolvimento sustentável do Estado de Alagoas, colocando o ensino público superior em locais com excessivas carências de conhecimento em todos os níveis, particularmente no nível superior. Nesta perspectiva, aproximadamente 4.500 estudantes passaram a ter uma oportunidade de acesso a Universidade, em busca de conhecimento, e os municípios uma oportunidade de fortalecer suas políticas públicas e de terem contato direto com a produção acadêmica, revertendo em benefícios para toda a região.

Também, não se pode negar que a forma de condução do processo de interiorização da UFAL não foi a mais adequada, pois mesmo contando com um corpo docente de alto nível e compromissado com a interiorização, os projetos pedagógicos dos cursos implantados, com um quadro reduzido de servidores, principalmente de docentes, comprometeram a qualidade do trabalho executado, em função de uma carga horária excessiva e de um número elevado de disciplinas por professor, além de outros fatores estruturais. Em função disso, dos 14 cursos avaliados cinco estão sem conceito na avaliação feita pelo MEC e as suas comunidades acadêmicas insatisfeitas. O momento exige muita responsabilidade e compromisso coletivo com o desenvolvimento e o fortalecimento desses Campi, pois do contrário estaríamos renunciando a possibilidade concreta de inclusão social e de desenvolvimento sustentável do Estado de Alagoas.

Ainda, não se pode negar que a UFAL precisa melhorar bastante seus indicadores acadêmicos para alcançar uma melhor posição no ranking nacional entre as Universidades Brasileiras, que estão crescendo muito mais, tanto em quantidade como em qualidade.

O quê fazer para mudar todo esse cenário? É preciso que haja o envolvimento efetivo da comunidade acadêmica da UFAL (professores, estudantes e técnico-administrativos) para a construção de um sonho coletivo, de modo que a instituição inove na gestão de pessoas e na qualidade de vida acadêmica, e catalise o desenvolvimento regional e nacional. Já dizia o Menestrel das Alagoas, “O sonho é próprio de todos nós. Não existe nenhuma realidade sem que antes se tenha sonhado”.

Para construirmos a UFAL dos sonhos é preciso desenvolver 50 ações, são elas:

(1) Setorizar as Unidades Acadêmicas e instituir as reuniões plenárias setoriais;

(2) Criar Secretaria de Apoio Pedagógico em cada Unidade Acadêmica;

(3) Contratar segurança comunitária para que, no mínimo, cada prédio tenha um vigilante;

(4) Melhorar e ampliar o sistema de vigilância eletrônica, além de trabalhar o seu entorno com ações educativas para promover a sua inserção na Universidade e vice-versa;

(5) Adotar política de qualificação do corpo docente para atingir, no mínimo, 70% de doutores, de modo que o IQCD seja > 4,0, onde em 2010 foi de 3,55;

(6) Apoiar o recém-doutor, através de uma ajuda financeira (bolsa enxoval);

(7) Investir fortemente nas condições de trabalho docente, principalmente na aquisição de livros, periódicos e vídeos; gabinetes e laboratórios equipados e climatizados; além da participação anual em congresso;

(8) Adotar política de qualificação do corpo técnico-administrativo que promova o desenvolvimento integral da categoria;

(9) Investir fortemente nas condições de trabalho do técnico-administrativo, principalmente na aquisição de materiais e equipamentos inerentes às atividades exercidas;

(10) Defender junto ao governo federal a realização de concurso público para a ampliação do quadro efetivo de técnico-administrativo na Universidade;

(11) Adotar política agressiva de desenvolvimento do corpo discente que ultrapasse os limites da convencional assistência ao estudante;

(12) Construir e/ou ampliar restaurante e residência universitários em todos os Campi;

(13) Proporcionar restaurante universitário para toda a comunidade acadêmica, mantendo-se a gratuidade para os estudantes que se encontram na faixa de vulnerabilidade social;

(14) Ampliar significativamente o número de bolsas de monitoria, iniciação científica, extensão e estágio, e reduzir paulatinamente o número de bolsas permanência;

(15) Consolidar e ampliar programas institucionais existentes e criar novos programas que mobilizem o corpo discente em atividades complementares à sua formação e que sejam comprometidos com o atendimento de demandas da sociedade;

(16) Modernizar e qualificar o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) para proporcionar uma gestão qualificada a partir de seus dados;

(17) Reformular Plano Diretor de Informática e aprimorar o sistema de controle acadêmico;

(18) Proporcionar as condições necessárias para que os cursos de graduação possam atingir meta conceito MEC > 4, bem como adotar política agressiva de graduação, para proporcionar aumento significativo na Taxa de Sucesso na Graduação para > 0,65, onde em 2010 foi de 0,28;

(19) Reformar, ampliar, climatizar e melhorar todas as salas de aula (cadeiras acolchoadas, quadro branco e data show);

(20) Investir na criação de novos cursos de graduação;

(21) Construir, reformar e ampliar laboratórios de ensino e pesquisa, bem como investir significativamente em aulas práticas, tanto dentro como fora da sede;

(22) Melhorar significativamente a qualidade dos Cursos de Pós-Graduação “Stricto  Sensu” (Mestrado e Doutorado) existentes, passando de 3,41 em 2010 para > 4,0 em relação ao ICC;

(23) Ofertar Cursos de Pós-Graduação “Lato Sensu” gratuitos em todas as áreas do saber;

(24) Investir em mestrado profissional;

(25) Implantar a pós-graduação institucional para docentes e técnico-administrativos em todas as áreas do saber;

(26) Investir na criação de novos Cursos de Pós-Graduação “Stricto Sensu” (Mestrado e Doutorado) em todas as áreas do saber;

(27) Adotar Política Orçamentária justa e coerente, descentralizando o orçamento entre os Campi e as Unidades Acadêmicas, bem como estabelecer mecanismos de gestão transparentes e participativos;

(28) Buscar a permanente sintonia com outros organismos públicos e privados, nacionais e internacionais, para o estabelecimento de parcerias em apoio às atividades da Universidade;

(29) Repensar e reestruturar a máquina administrativa e a gestão do orçamento para atuarem efetivamente como agentes facilitadores e impulsionadores de resultados;

(30) Articular ações com instituições de ensino e pesquisa, empresas, organizações sociais e gestores públicos dos sistemas estaduais para evitar a duplicidade de esforços e para promover sinergias otimizadoras da aplicação dos recursos em pesquisa científica e na formação de recursos humanos qualificados;

(31) Articular, com mais força e ousadia, para participar de redes nacionais e internacionais de pesquisa e de cooperação, em todas as áreas do saber;

(32) Fortalecer mobilidade acadêmica nacional, em especial com as Universidades da região Nordeste;

(33) Fortalecer mobilidade acadêmica internacional, em especial com países em estágio similar de desenvolvimento sócio-econômico;

(34) Modernizar, qualificar e aparelhar a SINFRA para proporcionar uma gestão qualificada a partir de suas ações;

(35) Ampliar o quadro de pessoal da SINFRA para que possa atender as demandas da Universidade de forma rápida e eficaz, bem como criar filiais da SINFRA nos outros Campi e suas Unidades de Ensino;

(36) Fortalecer e dinamizar a FUNDEPES enquanto mecanismo eficaz de suporte às atividades acadêmicas, revitalizando os dispositivos de controle e acompanhamento, tornando-os próximos e transparentes para a comunidade acadêmica;

(37) Usar a fundação apenas para custear as despesas da Universidade relacionadas ao projeto a que estão vinculadas, bem como cobrar taxa de administração compatível com suas ações nos respectivos projetos;

(38) Defender, intransigentemente, o HU como hospital acadêmico, de excelência, referência terciária e público (100% SUS), bem como defender junto ao governo federal concurso público para novas contratações de efetivos em todos os setores do hospital;

(39) Realizar todos os esforços para revitalizar o HU, dotando-o de condições plenas para o seu funcionamento como Hospital de Ensino, bem como criar mecanismos para que o mesmo possa atender toda a sua comunidade acadêmica;

(40) Criar Postos de Atendimento Médico-Odontológico nos Campi e nas Unidades de  Ensino;

(41) Implantar Projeto Paisagístico no Campus A. C. Simões e nos Campi do Interior;

(42) Implantar sistema de Internet eficiente, bem como ampliar e modernizar os sistemas de rede elétrica e hidráulica nos Campi;

(43) Construir blocos de salas de aula e melhorar a acessibilidade em todos os Campi;

(44) Construir campos de futebol e ginásios poliesportivos no Campus A. C. Simões e nos demais Campi;

(45) Modernizar e qualificar o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) para proporcionar uma gestão qualificada de inovação tecnológica;

(46) Adotar política agressiva de inovação tecnológica visando à geração de produtos e processos inovadores, bem comoestimular e apoiar o engajamento de professores e pesquisadores em projetos de inovação tecnológica;

(47) Adotar CT-Infra para todos;

(48) Investir na criação de novos grupos de pesquisa e de grupos PET em todas as áreas do saber;

(49) Consolidar e ampliar programas institucionais de extensão existentes e criar novos programas como apromoção da Semana Município no Museu Théo Brandão para divulgar as potencialidades dos Municípios do Estado de Alagoas;

(50) Ampliar e modernizar o Núcleo de Desenvolvimento Infantil (NDI).

Estas ações sendo bem executadas poderão transformar a UFAL numa Universidade com gestão humanizada, democrática e transparente; com ambiente estruturado, seguro e motivador; com ensino de qualidade; e com formação de profissionais-cidadãos, éticos, competentes e atuantes.

Prof. Paulo Vanderlei Ferreira

Diretor do CECA e Candidato ao Cargo de Reitor da UFAL 


UFAL Cinqüentona
29/5/2011 às 12:28:59
Publicado por Paulo Vanderlei

A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) completou 50 anos em janeiro do corrente ano, como a única Universidade Federal do nosso estado.

Desde que foi criada tem passado por grandes transformações, tanto físicas quanto de concepção. Nessa perspectiva, a instituição procurou se integrar à sociedade, com o fim de compartilhar os problemas, os desafios e ajudar no desenvolvimento nacional, regional e local.

Após comemorar o seu cinqüentenário, qual a posição da UFAL comparada com as outras Universidades Federais Cinqüentenárias? Esta é a pergunta que toda a comunidade acadêmica e toda a sociedade alagoana gostariam de saber.

Comparando a UFAL com duas Universidades Cinqüentenárias, uma da região sul, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e outra da região nordeste, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em relação aos indicadores de recursos humanos, do ensino de graduação e de pós-graduação, no ano de 2009 (Quadro 1), verifica-se o seguinte:

a) Com relação aos indicadores de recursos humanos, a UFSC e a UFRN têm, respectivamente, 38,9% e 37,7% mais docentes efetivos, 147,9% e 93,4% mais docentes doutores, 62,5% e 49,5% mais docentes doutores e mestres juntos, 86,5% e 106,4% mais servidores técnico-administrativos efetivos e 54,4% e 5,0% mais servidores técnico-administrativos efetivos de nível superior que a UFAL.

b) Com relação aos indicadores do ensino de graduação, a UFSC e a UFRN têm, respectivamente, 4,8% e 3,6% mais cursos presenciais, 183,3% e 100,0% mais cursos de ensino a distância, 46,4% e 41,4% mais alunos de cursos presenciais, 111,6% e 30,8% mais alunos de cursos de ensino a distância, 62,5% e 84,3% mais alunos diplomados de cursos presenciais, e 407,8% e 114,6% mais alunos presenciais assistidos com diversos tipos de bolsas de graduação (monitoria, PET, iniciação científica, permanência, extensão, estágio/empresa, cotas, etc.) que a UFAL.

c) Com relação aos indicadores de pós-graduação, a UFSC e a UFRN têm, respectivamente, 950,0% e 616,7% mais cursos de especialização, 143,5% e 91,3% mais cursos de mestrado, 616,7% e 300,0% mais cursos de doutorado, 197,9% e 177,7% mais alunos de especialização, 298,6% e 165,0% mais alunos de mestrado, 1.452,6% e 398,7% mais alunos de doutorado, 300,5% e 111,4% mais dissertações defendidas, 1.618,2% e 472,7% mais teses defendidas, e 35,5% e 18,2% acima da média geral do conceito CAPES do mestrado e 17,4% e 9,5% acima da média geral do conceito CAPES do doutorado que a UFAL. Além disso, a UFAL só tem um curso de pós-graduação, nível doutorado, na faixa de excelência, enquanto que a UFSC tem 41,1% dos cursos de mestrado, sendo 32,1% com conceito 5, 7,1% com conceito 6 e 1,8% com conceito 7, e 58,1% dos cursos de doutorado, sendo 46,5% com  conceito 5, 9,3% com conceito 6 e 2,3% com conceito 7, nesta faixa; e a UFRN tem 15,9% dos cursos de mestrado, sendo 13,6% com conceito 5 e 2,3% com conceito 6, e 33,3% dos cursos de doutorado, sendo 29,2% com conceito 5 e 4,2% com conceito 6, nesta faixa.

Pelo visto, a situação da UFAL é muito preocupante para uma Universidade cinqüentenária. É preciso melhorar, substancialmente, os indicadores de recursos humanos, de cursos de graduação e de pós-graduação.

O gestor máximo da UFAL, que é o verdadeiro protagonista, deve ter consciência de que é preciso adotar uma política permanente de valorização e qualificação dos servidores (professores e técnico-administrativos), além de defender junto ao governo federal concurso público para aumentar os seus efetivos de servidores; investir na melhoria dos projetos pedagógicos dos cursos de graduação existentes e criar novos cursos de graduação; investir na assistência estudantil, através do aumento significativo no número de bolsas acadêmicas (monitoria, PIBIC, PET, extensão e estágio), do acesso ao restaurante universitário para toda a comunidade acadêmica, do atendimento médico-odontológico e da residência universitária para todos os estudantes que necessitarem; investir na segurança em todos os Campi com uma segurança comunitária; investir na melhoria dos cursos de pós-graduação existentes, bem como criar novos cursos de pós-graduação Lato Sensu e Stricto Sensu; entre outras ações.

Dessa forma, terão uma UFAL mais atuante no Estado de Alagoas, progressista, de melhor qualidade acadêmica, participativa e comprometida na busca de uma sociedade igualitária, harmônica, com oportunidade para todos no interior e na capital.

Prof. Paulo Vanderlei Ferreira

Diretor do CECA e Candidato ao Cargo de Reitor da UFAL 


Crescimento da UFAL Versus UFRN e UFS
15/5/2011 às 11:29:44
Publicado por Paulo Vanderlei

Comparando o crescimento da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) com as Universidades Federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Sergipe (UFS), ambas da região Nordeste, para alguns indicadores acadêmicos durante o período de 2004 a 2010, usando como fonte os Relatórios de Gestão destas instituições, verifica-se o seguinte:

a) Com relação ao número de docentes doutores, em 2004 a UFRN tinha mais de 600 doutores, a UFAL mais de 300 doutores e a UFS próximo de 200 doutores; em 2010 a UFRN passou para mais de 1.300 doutores, aumentando muito a diferença para a UFAL, e a UFS que tinha uma menor quantidade de docentes doutores superou a UFAL, chegando próximo de 650 doutores.

b) Quanto ao número de cursos de graduação, em 2004 as três Universidades tinham em torno de 60 cursos; em 2010 houve um aumento bastante significativo na UFRN, que passou para 120 cursos, o mesmo aconteceu com a UFS, que passou para 95 cursos, e a UFAL teve um aumento discreto, passou apenas para 75 cursos.

c) Com relação ao número de cursos de especialização, em 2004 a UFRN tinha em torno de 50 cursos, a UFAL próximo de 5 cursos e a UFS em torno de 10 cursos; em 2010 a UFRN diminuiu a oferta passando para 34 cursos, a UFAL ampliou a sua oferta para 12 cursos, e a UFS reduziu a metade a quantidade desses cursos.

d) Quanto ao número de cursos de mestrado, em 2004 a UFRN tinha em torno de 35 cursos, a UFAL em torno de 15 cursos e a UFS próximo de 10 cursos; em 2010 a UFRN aumentou para 47 cursos, a UFAL aumentou para 23 cursos, e a UFS, que tinha uma quantidade menor de cursos de mestrado, teve o maior aumento e se igualou a UFAL.

e) Com relação ao número de cursos de doutorado, em 2004 a UFRN tinha em torno de 13 cursos, a UFAL em torno de 3 cursos e a UFS bem abaixo da UFAL; em 2010 a UFRN aumentou muito a diferença para a UFAL, chegando aos 29 cursos, e a UFS, que tinha uma quantidade menor de cursos de doutorado, superou a UFAL, chegando aos 8 cursos.

f) Quanto ao número de alunos de graduação, em 2004 a UFRN tinha em torno de 18.000 alunos, a UFAL e UFS em torno de 12.000 alunos; em 2010 a UFRN aumentou para mais de 27.200 alunos, a UFAL aumentou para mais de 20.750 alunos, e a UFS superou a UFAL, pois teve um aumento mais que o dobro da quantidade de alunos, chegando próximo de 25.500 alunos.

g) Com relação ao número de alunos de especialização, em 2004 a UFRN tinha 2.000 alunos, a UFAL em torno de 100 alunos e a UFS em torno de 300 alunos; em 2010 a UFRN aumentou para aproximadamente 2.600 alunos, e a UFAL teve um aumento bastante significativo, chegando a mais de 1.150 alunos matriculados, enquanto que a UFS teve um aumento significativo, chegando em torno de 850 alunos matriculados.

h) Quanto ao número de alunos de mestrado, em 2004 a UFRN tinha aproximadamente 1.600 alunos, a UFAL em torno de 350 alunos e a UFS em torno de 300 alunos; em 2010 a UFRN aumentou para mais de 2.650 alunos, e a UFAL se igualou a UFS que teve mais de 830 alunos.

i) Com relação ao número de alunos de doutorado, em 2004 a UFRN tinha em torno de 600 alunos, a UFAL em torno de 80 alunos e a UFS em torno de 30 alunos; em 2010 a UFRN aumentou para mais de 1.380 alunos, a UFAL aumentou para mais de 170 alunos e a UFS superou a UFAL, chegando a mais de 250 alunos.

j) Com relação ao índice de qualificação docente, em 2004 as Universidades UFRN e  UFAL tinham um índice em torno de 3,2, e a UFS próximo de 3; em 2010 a UFRN aumentou o índice para 4,08, a UFAL aumentou para 3,55, enquanto que a UFS teve um aumento muito significativo, superando a UFAL e a UFRN, chegando a 4,09.

Pelo visto, fica mais do que evidente que a UFAL precisa aproveitar melhor esse momento bastante fértil, proporcionado pelo governo federal, para melhorar significativamente seus indicadores acadêmicos em relação às outras Universidades Federais da região Nordeste, em especial a UFRN e a UFS, que estão crescendo muito mais que a UFAL, tanto em quantidade como em qualidade.

 

 Prof. Paulo Vanderlei Ferreira

Diretor do CECA e Candidato ao Cargo de Reitor da UFAL 


VIVENCIANDO A INTERIORIZAÇÃO DA UFAL
13/5/2011 às 7:8:47
Publicado por Paulo Vanderlei

A interiorização da UFAL não ocorreu na gestão atual da Universidade. Tivemos a oportunidade de vivenciar a primeira interiorização da UFAL, ainda como estudante da primeira turma do Curso de Agronomia, em 1975, no município de Viçosa, com a criação do Centro de Ciências Agrárias (CECA) na Fazenda São Luiz, e depois como professor daquele centro, quando defendemos, intransigentemente, a permanência da instituição em Viçosa.

Mas, como lá só funcionava o ciclo profissional do Curso de Agronomia e a infra-estrutura da Fazenda não atendia, minimamente, as atividades de ensino, pesquisa e extensão necessárias ao bom funcionamento do curso, não foi possível manter o centro no interior, pois naquela época os recursos financeiros do governo federal eram insuficientes, além da inexistência de uma política bem definida de interiorização no país, o que culminou com a transferência do CECA para Maceió em 1984.

Tivemos, também, a oportunidade de vivenciar a segunda interiorização da UFAL como protagonista, pois como Diretor do CECA (gestão: 1988 – 1992) defendemos junto à reitoria a aquisição das instalações do Ex-PLANALSUCAR, localizado em Rio Largo, para abrigar o CECA que não tinha suas bases físicas e ocupava uma parte do prédio do Centro de Ciências Exatas e Naturais (CCEN) no Campus A. C. Simões. Nessa defesa contamos com o apoio da comunidade acadêmica do CECA e do CONSUNI.

 O pleito foi vitorioso e as instalações do Ex-PLANALSUCAR, incluindo a antiga Destilaria, os seus recursos humanos (pesquisadores e técnicos) e todo o acervo tecnológico passaram para a UFAL em 1990. Contudo, naquele momento, o Campus Delza Gitai (nome dado àquelas instalações) não abrigou de imediato o CECA, o que veio a ocorrer após cinco anos, quando - como Pró-Reitor de Planejamento e Coordenação Geral da UFAL, na gestão do Reitor Rogério Moura Pinheiro, e como Presidente da Comissão Responsável pela Apresentação de Proposta ao CONSUNI sobre a transferência do CECA para aquele Campus - conseguimos resgatar o pleito.

O CECA, hoje, é exemplo de sucesso de interiorização, pois é a Unidade Acadêmica que mais cresce na UFAL. Na época da sua transferência de Maceió para Rio Largo tinha apenas um único curso – Agronomia - com 58 docentes, dos quais 31,0% eram graduados, 51,7% eram mestres e 17,3% eram doutores. Atualmente conta com dois cursos de graduação (Agronomia e Zootecnia), uma especialização (Proteção de Plantas), três mestrados (Agronomia, Zootecnia e Proteção de Plantas), um doutorado (Proteção de Plantas), além dos projetos de implantação de novos cursos para 2012, sendo dois de graduação (Biotecnologia e Engenharia Florestal) e dois de pós-graduação (Mestrado Profissional em Energias Renováveis e Doutorado em Agronomia), e 63 docentes, dos quais 4,8% são graduados, 23,8% são mestres e 71,4% são doutores.

Portanto, precisamos, na verdade, que a gestão superior da UFAL adote uma política responsável que permita eliminar os atuais entraves da interiorização, acreditando que é possível construir uma Universidade de sucesso.

 

Prof. Paulo Vanderlei Ferreira

Diretor do CECA e Candidato ao Cargo de Reitor da UFAL 


Situação da UFAL no Ranking Nacional
8/5/2011 às 10:3:11
Publicado por Paulo Vanderlei

A Universidade Federal de Alagoas (UFAL), instituição pública de educação superior pluridisciplinar, de ensino, pesquisa e extensão, que tem como missão produzir, multiplicar e recriar o saber coletivo em todas as áreas do conhecimento de forma comprometida com a ética, justiça social, desenvolvimento humano e o bem comum, completou 50 anos em janeiro do corrente ano, e ao longo de sua existência teve 11 períodos de gestão.

Percebe-se que em cada um desses períodos de gestão, a UFAL vivenciou vários acontecimentos que foram impulsionados por fatos internos e externos à Instituição. Desde que foi criada, a única Universidade Federal do Estado tem passado por grandes transformações. Por ser voltada à produção e disseminação do conhecimento, a UFAL tem a dimensão de sua atuação determinada pela amplitude de seus compromissos e pelo envolvimento com a sociedade alagoana. Nessa perspectiva, a instituição procurou se integrar à sociedade, com o fim de compartilhar os problemas, os desafios e ajudar no desenvolvimento nacional, regional e local.

Após 50 anos, qual a posição da UFAL no ranking nacional entre as Universidades Brasileiras? E em relação às Universidades Nordestinas? Qual a situação da UFAL em relação às Universidades Federais? São perguntas que toda a comunidade acadêmica e toda a sociedade alagoana gostariam de saber.

As Instituições Brasileiras de Ensino Superior são avaliadas pelo INEP/MEC através do Índice Geral de Cursos da Instituição (IGC), que é um indicador oficial, o qual considera a qualidade dos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado), através da Nota CAPES, e dos cursos de graduação, através do Conceito Preliminar de Curso (CPC). O CPC tem como base o conceito obtido no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), o Indicador de Diferença Entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD) e as variáveis de insumo: corpo docente, infra-estrutura e programa pedagógico.

Considerando os dados do IGC dos três últimos anos (2007, 2008 e 2009), após análise estatística, através de um teste de agrupamento, verifica-se que das 182 Universidades avaliadas, das quais 13 são da região Norte, 34 da região Nordeste, 15 da região Centro-Oeste, 78 da região Sudeste e 42 da região Sul, foram formados 15 grupos. A UFAL ficou classificada no grupo 10, igualmente com três Universidades Federais, duas Estaduais e 11 Privadas (Quadro 1).

Apesar do esforço dos gestores que passaram pela Universidade durante os 50 anos, a situação da UFAL é muito preocupante para uma Universidade cinquentenária. No ranking nacional,  está abaixo da média, e em 47o lugar entre as 53 Universidades Federais avaliadas. Na região Nordeste, supera somente a Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), que tem apenas seis anos de idade.

Portanto, é preciso que os gestores da UFAL tenham consciência de que é preciso investir, fortemente, em qualidade de vida acadêmica em todos os Campi;inovar em gestão de pessoas, adotando política institucional permanente de qualificação e valorização dos corpos docente e técnico-administrativo; melhorar os projetos pedagógicos dos cursos de graduação e pós-graduação existentes; adotar política orçamentária descentralizada; promover a criação de novos cursos de graduação e pós-graduação (Lato Sensu e Stricto Sensu), os quais deverão atender as crescentes demandas da sociedade,  catalisando o desenvolvimento local, regional e nacional; entre outras ações.

 Prof. Paulo Vanderlei Ferreira

Diretor do CECA e Candidato ao Cargo de Reitor da UFAL

  


Paulo Vanderlei Ferreira é Engenheiro Agrônomo pela UFAL, com Mestrado e Doutorado em Genética e Melhoramento de Plantas pela USP. É professor da UFAL desde 1978, com dedicação exclusiva.

Atualmente é: Professor Associado III do CECA; Diretor do CECA; Consultor “Ad hoc” do Sistema EMBRAPA de Gestão na área de Fitotecnia, especialmente em Melhoramento de Plantas; Consultor “Ad hoc” dos Periódicos: Magistra da UFRB, Revista Caatinga da UFERSA e Revista Pesquisa Agropecuária Brasileira da EMBRAPA; Pesquisador e Líder de Grupo de Pesquisa do CNPq; Responsável pelo Setor de Melhoramento Genético de Plantas do CECA; Responsável pelo ensino das Disciplinas: Estatística Experimental e Melhoramento Vegetal dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação do CECA; Coordenador de vários Projetos de Pesquisa, com recursos aprovados pelo CNPq e FAPEAL; Orientador de alunos de TCC, PIBIC, Mestrado e Doutorado.
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