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AVISO: O texto abaixo é de responsabilidade do blogueiro e não representa a opinião do Maceió Agora.
Acredito que ninguém discorde da afirmativa de que o Brasil é um país que poderia está entre os três países mais rico do mundo e o seu povo o que melhor qualidade de vida teria, dentre todos os povos do planeta. Isto não ocorre e o nosso país aparece como a oitava economia mundial, no ranking divulgado pelo World Bank, tendo à sua frente Itália, Reino Unido, França, Alemanha, China, Japão e Estados Unidos, este aparecendo em primeiro lugar como 13 vezes mais rico do que o Brasil.
A pergunta que se faz é porque o Brasil não está pelo menos entre os três países mais ricos do universo? O que tem atrapalhado o nosso país de chegar mais próximo do primeiro lugar, nesse ranking dos povos mais afortunados do planeta? A resposta não requer tempo para analise e está na mente dos brasileiros e na “ponta da língua” de todos. É A CORRUPÇÃO. A CORRUPÇÃO INCONTROLÁVEL. A CORRUPÇÃO INACEITÁVEL. Os números divulgados pela ONG Transparência Internacional, com sede em Berlim, para o ano de 2010, apontam o Brasil como 69º. país mais corrupto do mundo, dentre os 178 países avaliados. Com base nessa desonrosa classificação, conclui-se que o Brasil continua sendo um excelente território para os corruptos e que essa corrupção humilha o seu povo, violenta a sua alto-estima, atrapalha o desenvolvimento do país e reduz a qualidade de vida da sua gente. O que mais deve preocupar os brasileiros, segundo Alejandro Salas, diretor da ONG Transparência Internacionalpara as Américas, não é tanto a posição em que o Brasil se encontra hoje nesse ranking, mas o poder de percepção do brasileiro em relação a pratica da corrupção. Neste sentido o Diretor Salas tem razão e para se constatar essa assertiva, basta observar a total indiferença do povo brasileiro diante das noticias sobre corrupção, amplamente divulgadas na média nacional e estrangeira, envolvendo altas autoridades da nossa republica. Uma constatação que salta aos olhos e deve ser levada em conta como um grande obstáculo no combate à corrupção é a de que os corruptos estão entronados em assentos importantes dos três poderes, destacando-se dentre esses o Poder Executivo com os seus incontáveis tentáculos. As denuncias de corrupção no Ministério da Agricultura, no Turismo, nos Transportes, no DNIT, na Valec, dentre outros deveriam motivar a irresignação generalizada do povo honesto e trabalhador do Brasil. Infelizmente, não é o que se vê. Como na Itália e na China, anuncia-se que o Brasil tem a sua máfia e, a exemplo dos italianos e chineses, a nossa máfia também tem o seu Poderoso Chefão. Diante dessa realidade a Presidente Dilma Rousseff, numa boa hora e em sintonia com a opinião publica, iniciou uma faxina nos Ministérios e órgãos federais, defenestrando os corruptos ali encastelados e jogando-os às feras. Recebeu aplausos de todos os que não fazem parte desse bando de velhacos e ladrões. Ocorre que a reação forte contra a “faxineira” do Poder Executivo central veio imediatamente e em forma de severa repreensão partida dos seus aliados, que foram diretamente atingidos pela assepsia iniciada por ela, assepsia essa que nocauteou destacados membros dos partidos políticos mais importantes da sua base de sustentação. Desta forma, obrigada a recuar pela necessidade de sobrevivência política, a presidente Dilma Rousseff renuncia a oportunidade de mudar a historia da corrupção no Brasil, colocando este país entre os primeiros países menos corruptos do mundo. Preferiu, na contra mão do momento vivido pela humanidade, suspender a faxina, em boa hora iniciada por ela, e comunicar aos políticos rebelados que daqui para frente, nenhuma nova mudança deve ocorrer nos ministérios, exceto a pedido das legendas que integram a base de apoio do seu governo. Sabe quando isso vai acontecer ? Nunca. E, assim, o Brasil continuará caminhando a passos bem largos em direçao ao topo do ranking dos paises mais corruptos do mundo, disputando, com grande change de ganhar, a primeira colocação nessa repugnante lista de desonestos. |
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A violência no Brasil atingiu proporção tamanha que praticamente ninguém está absolutamente seguro em lugar nenhum. O “roubo” ocorre a qualquer hora, em qualquer lugar e são de modalidades diversas, com atuação de ladrões de todas as idades e níveis sociais e intelectuais. Em meio a essa bandidagem e terror urbano vivido em todo o País, ainda se vê políticos preocupados com o uso de algemas nos ladrões apadrinhados por eles e com a exposição na mídia da identidade e da fisionomia desses criminosos.
A legislação brasileira na área penal é uma couraça resistente que protege muito bem o bandido, incentiva o crime, desmoraliza o aparato policial e a justiça e garante a impunidade. A constituição brasileira é um instrumento legal que estabelece direitos de todas as ordens para todos e poucas obrigações para muitos e somada à legislação ordinária que se tem, alias literalmente ordinária, torna o Brasil um país onde não se respeita o patrimônio publico e nem o privado, onde a impunidade é a regra, onde o crime compensa. Ser bandido no Brasil, detendo ou não um mandato eletivo, sendo ou não um grande punguista do erário é ser destacado como matéria jornalística importante para a mídia nacional e estrangeira, é ser um “pop star” do mal, é ser um protegido de algumas organizações de direitos humanos, é ser, enfim, um privilegiado pelas leis deste país, que não garantem punição exemplar e justa aos criminosos. O desmando quase que generalizado na gestão da coisa publica, nos seus três níveis de poder, o descompromisso perverso de boa parte da classe política nacional, com o Brasil e com o seu povo, o pouco caso que o brasileiro faz do seu próprio voto e da sua própria cidadania, são responsáveis por essa onda de desordem que tomou conta do nosso país. A realidade brasileira nos dias atuais é a realidade da violência aterrorizante onde os bandidos, como no velho oeste americano, apropriam-se dos bens dos cidadãos e cidadãs em plena luz do dia, sem que nada lhes aconteça. É a violência onde se pratica a corrupção em larga escala praticamente em todos os níveis da administração publica. É a violência onde o marginal pode tudo e os cidadãos e cidadãs de bem deste país nada podem. Enquanto o banditismo cresce e se organiza, as autoridades que compõem os poderes executivo, legislativo e judiciário pouco ou quase nada têm feito no sentido de solucionar os graves e preocupantes problemas da violência e da corrupção, para que se possa devolver a tranqüilidade e a paz ao povo ordeiro e trabalhador do Brasil. Ao contrario! O que se tem visto são autoridades defendendo ladrões do dinheiro publico em nome da “governabilidade”; são muitas autoridades dando à legislação criminal brasileira, interpretação que favorece ao crime e beneficia o criminoso; são autoridades editando leis que deixa vulnerável as pessoas honestas e trabalhadoras do Brasil e facilitam a ação criminosa dos bandidos. O que temos visto, enfim, são muitos maus brasileiros se colocando do lado do crime e poucos bons brasileiros lutando contra ele. É preciso que alguma coisa seja feita urgentemente. É preciso que o povo brasileiro se acorde e se levante do berço esplêndido em que se encontra e vá à luta do bem. É preciso que nos rebelemos contra todos os que querem manter o nosso País como território exclusivamente dos mais fortes, porque aqui os mais fortes são os bandidos. É preciso acordar e ver que estamos sem segurança nenhuma e que somente os bandidos ricos e pobres, pretos e brancos estão verdadeiramente seguros e têm garantido, em todo a sua plenitude, o direito que dizem ser possuidor. No Brasil a violência atingiu o ponto máximo. Aqui todos, com exceção dos bandidos, estão vulneráveis. Basta de violência e corrupção! É hora de agir. |
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Os sintomas de que o Estado brasileiro a cada dia se enfraquece mais na sua ação de combate ao crime organizado e desorganizado deste País, são sentidos há muito tempo pelos moradores das pequenas, médias e grandes cidades do Brasil. As acanhadas células criminosas existentes outrora apenas nas grandes metrópoles proliferaram-se e hoje estão presentes até mesmo nas pequenas cidades do Norte e do Nordeste, atuando com assiduidade e comprovada competência.
A violência contra os homens e mulheres de bem deste País tomou proporções insuportáveis e inadmissíveis. Hoje ninguém está seguro em lugar nenhum, nem mesmo dentro de um quartel cheio de policiais. Os bandidos dos dias atuais não têm respeito e nem medo de nada e nem de ninguém e a sua ousadia é desafiadora e desmoralizante para os órgãos de segurança publica do Brasil. Na contra mão do avanço da bandidagem, que não está sediada apenas nos morros e favelas das grandes cidades, mas também em luxuosas mansões e importantes gabinetes da estrutura republicana, estão a legislação penal, processual e de execuções penais, alem de dezenas de outras leis que beneficiam o crime e condecora o criminoso; está um Ministério Publico e um Poder Judiciário com deficiência de mão de obra e condições de trabalho; está um Poder Executivo atônito sem saber como agir diante do agigantamento da violência e do “poder de fogo” dos bandidos. É de se dizer que a violência no Brasil assusta não apenas pelo medo que causa, mas também pelo seu custo, cerca de R$ 300 milhões por dia. Essa milionária importância pecuniária equivale ao orçamento anual do Fundo Nacional de Segurança Pública e é superior ao custo orçado para a tão discutida e desejada reforma previdenciária brasileira. Hoje no Brasil são comuns as noticias de assaltos, seqüestros, roubos, latrocínios e assassinatos. O nosso País tem uma população que corresponde a 3% da população do Mundo e é líder absoluto na matança de gente, com um percentual correspondente a 9% dos homicídios cometidos no planeta, o que lhe garante um incomodo e nada honroso destaque. Vivemos uma rotina de terrorismo urbano, onde na ultima década os assassinatos cresceram 29% e a morte violenta de jovens foi 88 vezes maior que na França. Enquanto isso, policiais são mortos em serviço e fora dele, o Poder Judiciário é acuado e seus membros são humilhantemente executados pelos comandantes do trafico e das milícias e o Poder Executivo Nacional, com as mais variadas desculpas, assiste os seus mais importantes Ministros “caírem” depois de acusados de corrupção. A constatação que se tem é a de que aqui no Brasil a bandidagem está vencendo essa batalha do mal contra o bem e que a lei atual a imperar nesta Republica é do mais forte e nela o mais forte é bandido. Com a legislação hoje em vigor apolícia, com os seus métodos obsoletos de investigação, não consegue prender quase ninguém, o Judiciário pouco julga e a manutenção do bandido na cadeia e o seu isolamento do mundo do crime é ficção e com isso o crime de todas as espécies impunemente avança Brasil a fora. Está na hora do povo brasileiro mudar essa cultura de tolerância extrema para com os maus gestores públicos, os desvios sociais e as deficiências das nossas instituições de controle social. Precisamos de administradores públicos bons e, sobretudo, honestos, de uma polícia eficiente, de uma legislação criminal moderna, capaz de realmente punir o criminoso e inibir o crime e de um sistema prisional comprovadamente eficiente. Não dá para continuar vivendo nesse Estado de ninguém, onde quem manda é o crime e onde as autoridades constituídas se omitem e, conscientemente, contribuem de alguma forma com o aumento da violência e o fortalecimento dos criminosos. |
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Os últimos acontecimentos dando conta do desvio de dinheiro público nos Ministérios dos Transportes, Agricultura e Turismo, com a prisão de dezenas de pessoas, amplamente noticiados pela mídia, não surpreenderam a ninguém e foram recebidos com naturalidade pela população, o que é um indicativo considerado muito ruim, numa analise sobre a reação dos brasileiros diante da corrupção e do desrespeito generalizado à coisa pública nacional.
O rombo causado por esses marginais engravatados, com assento nas cadeiras mais importantes desses órgãos públicos federais, é de cerca de R$ 500 milhões, segundo noticias veiculadas pela imprensa brasileira. Não apenas pelo volume de dinheiro roubado, mas pelo desrespeito ao patrimônio publico, era de se esperar uma reação forte vinda da população, na medida em que para ela falta emprego, saúde, educação, segurança publica e esperança de ter uma vida melhor. Essa ação de descontrole generalizado, de falta de respeito ao erário e de apropriação descarada de bens públicos, não é privilegio apenas do Poder Executivo federal e nem tampouco acontece somente nesses três Ministérios. Não, isso acontece em todos os níveis de Governo e hierarquias funcionais e envolve praticamente membros de todos os partidos políticos nacionais. Sabemos que o saque criminoso aos cofres públicos, geralmente praticado por servidores de todas as hierarquias, sempre foi uma pratica comum na Republica brasileira. Entretanto, essa “praga” evoluiu de forma tal que hoje é tarefa difícil encontrar um órgão público onde não se tenha que pagar propina para se ter as coisas “facilitadas”, mesmo que essas coisas sejam absolutamente legais. Entendo que a parte pior de tudo isso está na proliferação do banditismo pelo o Brasil inteiro, pois enquanto se rouba milhões na Esplanada dos Ministérios em Brasília, a população é também roubada nas grandes, pequenas e medias cidades brasileiras. Enfim, é o resultado do desmando político, da falta de compromisso dos eleitos para com o povo e o patrimônio publico, é a escassez e a fragilidade de caráter, é a certeza da impunidade e a completa falta de vergonha. A preocupação do brasileiro comum, do homem trabalhador e honesto, do cidadão e da cidadã que quer apenas ter um País onde possa viver em paz e trabalhar honestamente para ter uma vida digna, certamente aumenta na medida em que ele nem bem terminou de aplaudir a atuação exemplar da Policia Federal, na prisão dos gatunos ministeriais, levantaram-se vozes fortes em suas defesas, condenando-se os policiais por terem algemado esses foras da lei. A legislação Penal, Processual Penal e das Execuções Penais brasileiras já são ferramentas que em geral beneficiam o criminoso, tornando muito difícil mantê-los presos pelos incontáveis e violentos crimines praticados. Não bastassem essas leis, a bandidagem do “colarinho branco”, é bem verdade, ainda tem em seu favor importantes autoridades que entendem ser, as suas prisões, abuso de poder, principalmente quando são conduzidos algemados para a cadeia. A conclusão que se chega, diante dessa situação e da realidade vivida atualmente em relação ao crime no Brasil, é a de que os ladrões estão assentados em todos os lugares da estrutura do Estado brasileiro, roubando e deixando roubar, sempre vigilantes para que não sejam eles flagrados e, eventualmente, punidos pelas ações criminosas praticadas. Isto significa dizer que neste nosso País verde e amarelo roubar é a regra geral, porque aqui o crime compensa. Como se vê, está quase tudo perdido. Portanto, não é hora de se está de braços cruzados assistindo a bandalheira prosperar. É hora de acordar, de pintar a cara, de ir as ruas defender a dignidade, a coisa publica. É hora de defender o Brasil da ação criminosa dos marginais engravatados e comuns, “pés de chinelos” ou milionários e poderosos. O Brasil é dos brasileiros honestos e trabalhadores e não se deve permitir, passivamente, que essa bandidagem tome conta do nosso País. |
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Em recente artigo escrevi que o caminho para o Brasil e para os brasileiros saírem deste estado desolador de caos na educação, na cultura, na saúde e, de forma mais agravada, na segurança publica, é o caminho da educação. Um povo bem educado e portador de uma boa base cultural, religiosa e, sobretudo, ética é um povo que garante a existência de um Pais moderno e dinâmico no seu desenvolvimento, onde todos têm oportunidades iguais e perspectivas de viver bem e vencer na vida, dependendo apenas da inteligência e da capacidade de trabalho de cada um.
Estou certo de que o desejo da maioria da população brasileira, que hipnotizada assiste passivamente esse caos se aprofundar, é exatamente o contrario. Acredito que os brasileiros que querem transformar o Brasil num país de poucas pessoas honestas, ordeiras e trabalhadoras passando a ser, quase que em regra, um País de corruptos, ladrões da coisa publica e privada, depredadores do patrimônio do povo e das suas esperanças, são poucos, entretanto são detentores de importantes cargos de mando no mundo político o que os tornam perigosos e quase invencíveis. Já me detive em analises empíricas, procurando descobrir o verdadeiro motivo que tem empurrado o nosso País, principalmente nestes últimos anos, para o caminho da desordem, do descontrole administrativo na gestão publica, do abandono da decência e do respeito à ética e a moral, chegando à conclusão de que os grandes responsáveis por isso são os nossos políticos e a forma vergonhosa como se faz política partidária eleitoral no Brasil. Para a maioria dos políticos e das suas incontáveis agremiações partidárias, na política vale tudo para se ganhar uma eleição. Mentir desavergonhadamente é a principal regra, a compra de votos, a corrupção desmedida, o uso de métodos e artifícios terroristas e o assassinato de adversários são praticas de certa forma comuns, no exercício da política partidária nacional, objetivando-se ganhar o pleito, principalmente se se tratar de um mandato no Poder Executivo. Eleito o político com o emprego do método criminoso acima descrito e devidamente empossado, inicia-se a etapa seguinte desse projeto marginal de dilapidação da coisa publica e dos bons e saudáveis costumes de decência, honradez e honestidade. Abre-se o balcão de venda e troca de favores e cargos públicos, onde tudo é permitido e a libertinagem promiscua substitui a ética e amplia o espaço desse território marginal da política partidária brasileira. Ministérios e Secretarias de Estados e Municípios transformam-se em importantes moedas de troca política. Pastas como Educação, Saúde e Segurança Pública, são essas importantes moedas de negociações e, como tal, servem para pagamentos de votos comprados e de apoio parlamentar para o exercício do mandato adquirido. Por sua vez, a escolha dos ocupantes dessas pastas dá-se, com as exceções devidas, em obediência a um critério único o da vassalagem incondicional em detrimento do conhecimento técnico comprovado e da honradez e honestidade do escolhido. É assim que a gestão publica brasileira, no âmbito do Poder Executivo, vem sendo praticada e como resultado desse desastre, temos hoje um País de poucos políticos confiáveis e de um povo que abomina a pratica política vigente, mas não manifesta desejo de reação capaz de mudar o seu rumo. Vivemos, enfim, num País onde sua gente sofre com a falta de assistência médico-hospitalar de qualidade e em quantidade para atender a todos, onde a segurança pública é uma “gambiarra” mal feita e vergonhosa, que nenhuma segurança garante. Vivemos, pois, num País onde a educação tem sido maltratada, sucateada e abandonada pelos gestores públicos, o que põe em risco o presente e o futuro desta Nação. Está na hora do povo brasileiro fazer valer a sua força de trabalho e a sua força política eleitoral. Está na hora de reagir e essa reação somente será eficaz se for através do caminho democrático de pleitos eleitorais honestos, onde se tenha a certeza de que os melhores foram escolhidos e a vontade do eleitor, em relação ao seu voto, foi respeitada. Para que tenhamos a mudança desejada por todos, não podemos abandonar o nosso poder de indignação, com o estado deplorável de coisas que estão acontecendo no nosso País. Está, portanto, na hora do povo brasileiro sair do berço esplêndido e defender, com orgulho, a pátria amada das ações marginais dos maus políticos deste País. |
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A forma como o Brasil atualmente se apresenta para o mundo e para os próprios brasileiros é desoladora, preocupante e, sobre tudo, perigosa. A realidade comportamental do povo brasileiro nos dias atuais, coisa que vem acontecendo de algum tempo para cá, apresenta-se com a maior parte da população vivendo sob medo constante de tudo. Outra parte, essa de privilegiados, locupletando-se com dinheiro e bens públicos e o restante, moradores de guetos, favelados e filhos de pais de classe media e rica, consumidores e comerciantes de drogas, matando, roubando, estuprando e sequestrando, causando pânico aos homens e mulheres de bem deste País.
A fala corrente Brasil afora é a de que a repressão não resolve o grave e perigoso problema da corrupção, do desvio de dinheiro publico, da violência e da irresponsabilidade generalizada do gestor publico. Tanto esse discurso é verdadeiro que recentemente o Congresso Nacional aprovou e a Presidente da Republica sancionou uma Lei, cujo principal objetivo é esvaziar as prisões, sem se dá conta de quantos bandidos serão postos em liberdade para atormentar, mais ainda, os brasileiros honestos, honrados e trabalhadores. Sou um otimista incorrigível, sempre acho que no final de tudo as coisas vão dá certo e se não derem certo é porque ainda não se chegou ao final. Mas, confesso que não estou muito animado com o presente e com o futuro do Brasil, caso as coisas permaneçam da forma em que hoje se encontram. É irresponsabilidade demais, ladrão demais, criminoso de mais e impunidade demais. No passado o povo brasileiro tinha como comportamento reprovável o péssimo habito de querer levar vantagem em tudo, era o exercício da famosa “Lei de Gerson” que, por sinal, encurtou a carreira desse craque do nosso futebol como garoto propaganda da televisão brasileira. Hoje não, hoje os gatunos nacionais de todas as matizes, querem muito mais e assim subtraem o dinheiro da merenda escolar, da saúde, da segurança publica, dos transportes, dos cofres de quase todos os Ministérios, Estados e Municípios brasileiros. Como resultado desastroso dessa roubalheira, registra-se o fato de que os ladrões engravatados, imagina-se em minoria no Brasil, responsáveis pelo sucateamento generalizado de um grande numero de órgãos e instituições de segurança publica, mostram-se impassíveis e despreocupados diante da violência urbana ocorrida no dia a dia da população, o que transforma o Brasil numa terra onde a lei que impera é a do mais forte e aqui o mais forte é o bandido. Diante desse quadro caótico e preocupante, penso que somente um caminho levará o nosso País de volta ao trilho da decência, da honestidade como principio maior, do respeito à coisa publica e ao patrimônio alheio. Esse caminho é o caminho da educação, pois, “Educai as crianças, que não será necessário punir os adultos”. Pitágoras. Com essa consciência, resta-nos apelar para a educação, embora sabendo, através do ultimo relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que a qualidade da educação no Brasil é muito baixa, principalmente no ensino básico. Temos melhorado, é bem verdade, mas precisamos melhorar muito mais, diminuindo o índice de repetência no ensino fundamental (18,7%) que é o mais elevado na América Latina, combatendo o alto índice de abandono nos primeiros anos de educação (13,8%) e, sobre tudo, melhorando a qualidade do ensino fundamental no País. Portanto, diagnosticado o problema e apresentada a solução, mãos a obra, porque esta é uma construção de longo prazo, na medida em que será necessário educar as crianças, mudando a cultura atual do brasileiro, ensinando-lhe novos hábitos, hábitos saudáveis, hábitos que formarão cidadãos e cidadãs que orgulharão este País e ao seu povo, porque são esses cidadãos e essas cidadãs que um dia foram quase unanimidade no Brasil, que esta Nação precisa e quer tê-los de volta. |
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A violência vivenciada nos dias atuais no Brasil há muito tempo ultrapassou os níveis de tolerância e aceitabilidade da população brasileira, se é que se pode dizer que nesse caso cabe alguma dosimetria em relação à tolerância e a aceitação das ações dos brandidos pés de chinelo e engravatados, com assento nas cadeiras macias dos órgãos públicos brasileiros mais importantes.
Os bandidos originários dos morros e grotões envolvidos com homicídios, latrocínios, roubos, seqüestros e trafico de drogas estão cada dia mais violentos, mais sanguinários e ousados. Eles não têm medo de nada e contam em seu favor, com o sucateamento e despreparo generalizado dos órgãos de segurança publica, com a morosidade crônica da justiça brasileira e com a legislação nacional que é um excelente convite para o ingresso no mundo da bandidagem, por ser um extraordinário instrumento de impunidade. Quanto aos bandidos de “colarinho branco”, bem, esses são senhores de si, “honrados”, nada lhes atinge e são os que mais “roubam” e mais danos causam ao povo brasileiro e ao futuro do Brasil. Esse bando é formado por servidores públicos de todas as graduações e de praticamente todos os órgãos públicos municipais, estaduais e federais do País, por políticos de todas as patentes e partidos e gatunos chiques, travestidos de empresários. Os primeiros bandidos, os tatuados, os consumidores de drogas, geralmente, de pouca leitura e educação, são os que mais aterrorizam a sociedade porque seqüestram pessoas, as violentam, roubam e matam sem dor e nem piedade. Já os bandidos de “colarinho branco”, geralmente educados, bem vestidos, com um bom grau de ensino e cultura, não amedrontam ninguém. Entretanto, são esses os piores bandidos porque atacam uma sociedade indefesa, roubando-lhe o seu maior patrimônio que é o dinheiro da merenda das suas crianças, o dinheiro do setor de saúde do país, da educação, da segurança publica e de outros setores vitais para o Estado brasileiro e para o seu povo. Analisando o quadro aqui exposto de forma simplista, pode-se concluir que essa situação é fácil de ser resolvida bastando, para tanto, prender todos esses ladrões e fazer com que eles paguem pelos crimes praticados. Enganam-se os que assim pensam. Essa difícil equação social não é tão fácil assim de ser resolvida e apenas a cadeia não é o instrumento eficaz de solução para esse caos que se abate sobre o País, agravando-se cada dia mais. Penso que a solução desse problema passa, em primeiro lugar, por um processo de educação e de mudança dessa cultura nacional de rapinagem e, paralelamente, pela implementação de políticas públicas voltadas para o bem estar do povo brasileiro em geral, dando a esse povo trabalho e renda, saúde, educação, cultura e lazer. Colocando a serviço desse povo uma policia humana e eficiente, uma legislação justa e uma justiça ágil, eficaz e da mais alta credibilidade. Certamente, para se ter esse novo Brasil é preciso se promover uma reforma geral no seu quadro político e é exatamente ai onde está a grande dificuldade. Infelizmente o brasileiro ainda não se deu conta de que a nossa vida depende da classe política. É ela a responsável pelas políticas publicas de emprego, saúde, educação e segurança, dentre outras de igual importância. Daí a necessidade de se ter políticos sérios, honrados, que conheçam as necessidades do povo e que estejam comprometidos com a melhoria da qualidade de vida desse povo e o restabelecimento da sua dignidade. Portanto, está na hora de parar de dizer que política não lhe interessa, de dizer que os políticos não prestam, são todos ladrões e que o seu único interesse é cuidar da sua vida e da vida da sua família. Estou convicto de que essa postura é uma postura omissiva, covarde e danosa para o omisso e para todos. Ao contrario do se diz, nem todos os políticos são ruins, desonestos e ladrões. A política partidária eleitoral deve ser ponto de preocupação de todos, pois são os políticos quem cuida da economia do País, estabelece o valor do imposto que se paga, institui as políticas publicas relacionadas com a qualidade de vida de todos e edita as leis que povo tem que cumprir. Está na hora de se assumir a responsabilidade pelo bom ou ruim político que se elege. A mudança que se quer depende da força do voto e está na disposição daqueles que, honestos e bem intencionados, disponibilizam os seus nomes, como verdadeiros instrumentos de mudança. |
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O governo de oito anos do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), governante populista que potencializou os instrumentos oficiais de aliciamento de votos, tais como bolsa família e minha casa minha vida, bem utilizados durante governos passados, enfrentou cinco CPIs e registrou mais de 100 escândalos envolvendo correligionários e aliados políticos, parentes e amigos, com o trafico de influencia, a corrupção e o desvio de dinheiro publico.
Nesse inicio de gestão de pouco mais de seis meses, o governo da primeira mulher a assumir a presidência da Pública do Brasil, mineira descendente de búlgaro Dilma Vana Rousseff, já enfrentou vários escândalos, todos envolvendo subtração de dinheiro publico. O primeiro desses vergonhosos escândalos se deu logo no inicio do atual governo e envolveu a empresa estatal Furnas Centrais Elétricas do Brasil, que teve desviado dos seus cofres cerca de R$ 73 milhões. Alguns dias depois, o homem mais forte do governo dessa ex-guerrilheira, ministro-chefe da Casa Civil do seu governo, Antonio Palocci, foi defenestrado do cargo pesando sobre ele a acusação de tráfico de influencia e de ter aumentando o seu patrimônio em mais de 20 vezes, durante o período em que tem tido acesso às chaves de quase todas as portas importantes da Presidência da Republica do Brasil. A queda do Palocci ocorreu no inicio do mês de junho deste ano de 2011 e, certamente, tanto a Presidente Dilma, quando milhares de ingênuos brasileiros pensaram que o pior já havia passado. Não. Enganaram-se, veio um escândalo maior, para tristeza e vergonha de todos nos. O escândalo envolvendo a cúpula do Ministério dos Transportes, inclusive do seu próprio Ministro. Isto, depois de se ter divulgado a noticia da distribuição de dinheiro publico para empresas privadas nacionais e estrangeiras, patrocinada pelo BNDES. Nesse escândalo da vez o nome que ganhou as manchetes dos meios de comunicação do Brasil foi o do Senador Alfredo Nascimento, presidente do Partido da Republica, que desde 2004 toma conta do Ministério dos Transportes. A denúncia de saqueamento de dinheiro desse Ministério é antiga, data do primeiro mandato de Lula e a influencia do PR no mesmo também é velha e tem si dado através do conhecido bispo evangélico Valdemar da Costa Neto(PR-SP), que no passado renunciou ao mandato de Deputado Federal para escapar da cassação inevitável, uma vez que era réu no escandalo do mensalão. Ainda no final do governo Lula o Ministerio dos Transportes foi alvo de denuncia envolvendo a empresa estatal Valec, responsavel pelo gerenciamento de todas as obras ferroviarias do Brasil, quando R$ 70 milhões foram desviados dos cofres publico, em forma de superfaturamento das obras da ferrovia Norte-sul. Como nos demais casos de denuncia de “roubo” de dinheiro publico, esse tambem não resultou em nada, ficou no esquecimento e o Brasil ficou no prejuizo. Como se pode observar o Ministerio dos Transportes do Brasil, sozinho tem serviço para uma Delegacia de Policia inteira, tamanha e tão graves são as denuncias que envolvem muitos dos que por ale passaram e tantos outros que evenvutalmente lá ainda permanecem. Certamente que a investigação a ser feita pela Policia Federal, não se restrigirá apenas aos nomes das pessoas diretamente envolvidas nesses escandalos, deve se estender tambem aos seus parentes, a exemplo do filho do ex-ministro e Senador Alfredo Nascimento, Gustavo Morais Pereira, jovem de 27 anos de idade que está sendo acusado de ter amealhado um patrimônio superior a R$ 50 milhões, em menos de dois anos de “trabalho”. Confesso que essas notícias já não me abalam tanto. Afinal estamos acostumados ao ditado político popular infeliz e repugnante de que é melhor no poder aquele que “rouba, mas faz”. Parece mesmo que os ladrões da política, que não são todos os políticos, mas são muitos, hipnotizaram o povo brasileiro, tornando-o mais bobo e sego. Triste mesmo é ver, diante de tantos escândalos, tanta roubalheira e de tanta patifaria, as pessoas preocupadas com coisas menores, enquanto “ratos” vorazes se abanquetam com o dinheiro suado dos trabalhadores brasileiros e estes, verdadeiros donos do Brasil, não têm segurança, saúde, educação de qualidade, emprego, pão e esperança. Acorda meu povo, acorda povo do meu PAÍS. |
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Há alguns anos uma acanhada corrupção era possível se detectar nas esferas policiais, guardas municipais, estaduais e federais de trânsito e numas poucas chefias de baixo escalão de repartições publicas brasileiras, nas três esferas de governo. A prática avançou e chegou à classe política e a outras categorias da vida publica nacional, onde os figurantes de destaque são Senadores, Deputados Federais, Governadores, Deputados Estaduais, Prefeitos, Vereadores e membros de outros poderes da nossa Republica.
Diante desse quadro deprimente e vergonhoso, é comum pensarmos que estamos realmente perdidos e que, na verdade, “Está duto dominado”, como decretou o bandido Fernandinho Beira-Mar, hoje preso, mas que com essa legislação penal, processual penal, lei de execuções penais e seus interpretes, logo estará solto e livre para comandar o crime nos morros e favelas do Rio, São Paulo e de outras metrópoles brasileiras, sem ter que burlar a segurança do presídio onde se acha encarcerado, para fazer o seu “trabalho”. O sentimento que o cidadão brasileiro comum tem hoje é o de que a “regra” legal vigente neste País é a de se poder roubar, matar, desonrar e saquear a vontade, os gordos cofres públicos para enriquecimento próprio e/ou de outrem. Ah! O criminoso não precisa se preocupar, porque a policia não o prenderá e se por um descuido isso acontecer, ele será solto porque o legislador do Brasil não quer ver ninguém na cadeia. A bandidagem nacional está cada vez mais ousada. As câmaras de segurança instadas por todos os lugares, não inibem mais os bandidos e a policia tem medo da sua violência e da sua ousadia. O que se vê no dia a dia das grandes, médias e pequenas cidades do nosso País e até mesmo na zona rural brasileira, são os bandidos roubando à luz do dia, matando sem piedade e livres, senhores de si, ameaçando as autoridades constituídas e a população indefesa do Brasil. Enquanto essa bandidagem a que acima me referi age dessa forma, no alagado e rico terreno da corrupção o crime é cometido diuturnamente e na sua grande maioria, por quem tem o dever legal e funcional de defender o erário, de bem guardar o patrimônio publico e de zelar para que o dinheiro do povo volte para o povo em forma de serviços publicos de boa qualidade. Esse crime de rapinagem a que me refiro é praticado sem uso de armas, às vezes longe das câmaras de segurança e com a certeza de que o agente que o pratica não será punido e se for, por uma infelicidade dele, não ficará sem o dinheiro “roubado” e jamais será um ladrão pobre. A situação em relação ao crime de desvio de dinheiro publico e de corrupção alcançou tamanha proporção no Brasil que estatisticamente, acho que estejam quase superando os crimes de roubo, seqüestro, assalto, tráfico de drogas e contrabando de armas. É de se anotar também que esses crimes têm como protagonistas autoridades de todas as esferas e patentes, tais como políticos, policiais, advogados, membros do Ministério Publico e membros do Poder Judiciário. Como se tudo isso não bastasse, a sociedade brasileira tem ainda que conviver com o vai e vem inexplicável das decisões judiciais, com solturas de criminosos confessos, de corruptos incorrigíveis e publicamente conhecidos, de bandidos pegos com o produto do crime nas meias ou na cueca, tudo em nome da lei e da justiça. Pergunta-se que lei é essa, que justiça é essa, que interpretações são essas, que País é este e para onde estão querendo levar este País ? Anarquia NÃO, moralização SIM e que seja JÁ, AGORA, porque do jeito que está não é mais possível permanecer. |
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18 de junho de 2010. Data que marcou a vida de milhares de famílias que residiam e ainda residem nas cidades alagoanas e pernambucanas cortadas ou margeadas pelos Rios Mundaú e Paraíba. Em 18 de junho de 2011, em Alagoas a história poderia ser bem diferente, o dia poderia ser bem mais alegre, em que pese as profundas marcas de tristeza, de angustia e de dor, que aquele 18 de junho deixou em milhares de ribeirinhos pobres e ricos, residentes nas 15 cidades alagoanas, atingidas pelas enchentes devastadoras ocorridas naquele fatídico dia.
Ao contrario do desejado, o dia foi de lamentações e de incerteza em relação ao futuro de cada um daqueles desabrigados que estão sem teto, sem esperança e sem vida. No relato feito pela jornalista Can Almeida, de Maceió, após visitar os acampamentos de quatro das cidades atingidas pela cheia, ela retrata de forma clara a situação de abandono em que aquela gente se encontra. Aos olhos da sensível jornalista, as crianças geradas e nascidas em meio àquela desgraça, “...estão perdendo sua infância, inventando brincadeiras com o que têm a mão...”. E, resumindo o que viu, Can desabafa dizendo “ser impossível expressar em palavras o sofrimento de homens, mulheres, anciãos e crianças, que estão morando em condições subumanas”, sentenciando que “A expressão de dor, de sofrimento e de abandono que se extrai do rosto de cada criança, de cada adulto, de cada idoso é a mesma e igualmente impossível de comparar, mas talvez se assemelhe àquelas expressões de terror que os fotógrafos de guerra conseguem captar, nos campos de batalha”. Testemunha-se, pois, após 365 dias da trágica cheia que deixou um saldo de 27 mortes, 29 desaparecidos e milhares de desabrigados, que a solidariedade prestada pelas boas almas de Alagoas e de todo o Brasil e os milhões de reais liberados pelo Governo Federal, esbarraram nas mãos da burocracia do Estado e donativos foram desviados, as necessidades básicas das pessoas agravadas e as casas prometidas estão longe de serem edificadas. O governo alagoano anuncia que tem pressa, mas não dá mostra nenhuma de que está apressado para, concretamente, fazer alguma coisa que seja capaz de minimizar o sofrimento desses filhos da desgraça que vivem, depois das enchentes do ano passado, em tendas improvisadas como se estivessem em campo de concentração, jogados ao abandono, recebendo apenas comida suficiente para não morrerem. Descaso, roubos, estupros, violência, trafico e consumo de drogas é o cotidiano de alguns acampamentos onde estão alojadas as vitimas das enchentes devastadoras de 18 de junho de 2010. Há de se dizer, porem, que esses acampamentos são retratos fieis do descaso das autoridades, responsáveis pela solução definitiva dos problemas causados pela natureza, revoltada com as ações criminosas do homem, em relação a si. O governo anuncia com empáfia, na tentativa de se eximir da culpa pelo prolongamento da miséria e do sofrimento daquelas pessoas, que 5451 quilômetros de estradas já foram recuperados. Muito bom, mas esquece o Governo de que antes, ou quando nada, ao mesmo tempo em que as estradas fossem recuperadas era preciso se ter recuperado a moradia dos desabrigados, as suas dignidades, as suas esperanças e a vontade de viver de cada um deles. As autoridades responsáveis pelo prolongamento e o agravamento do sofrimento desses milhares de desabrigados, deveriam ser responsabilizadas penal e civilmente pelo seu descaso, sua lerdeza, sua omissão e eventual conivência com o desvio criminoso de donativos destinados a essas pessoas que antes das enchentes eram pobres, porem descentes e cheias de vida e que agora, depois de um ano, nada mais são alem de pobres homens e mulheres desiludidos, a espera da ajuda de Deus e dos homens de boa vontade. A notícia que se tem dá conta de que 17512 casas serão construídas para essa sofrida gente pelo programa “minha casa minha vida”. Entretanto, os seus futuros ocupantes terão que pagar R$ 50,00 reais por mês, pela casa recebida. Alguém insensível pode dizer que é um valor muito pequeno, mas na verdade esse valor é pequeno para quem ganha alguma coisa, não para quem está desabrigado, desempregado, vivendo na mais absoluta das misérias. Desta forma, é preciso que o governo reveja está situação, porque essas pessoas, ao não terem condições de pagar tal importância, podem se transformar de pobres com o nome limpo na praça, em miseráveis endividados e como o nome sujo no SPC. Como se pode ver a situação é seria, é grave, é desesperadora. Portanto, não é hora de bonitos, entusiasmados e vazios discursos políticos. É hora de arregaçar as mangas e provar que realmente o Governo tem pressa, pressa para tirar esses desabrigados da miséria, devolver-lhes a dignidade e a esperança de terem um futuro melhor. É hora de reconstruir a Segurança Pública, a Saúde e a Educação, já que essas pastas devem muito ao povo alagoano, povo que, aliás, no ritmo letárgico do governo que ajudou a eleger, espera de braços cruzados que algo de bom lhe aconteça. Resta, portanto, agora, rogar para que em 18 de junho de 2012 não mais se esteja remoendo a dor e a desgraça que se abateram sobre os moradores dessas 15 cidades alagoanas, atingidas pelas enchentes de junho do ano passado. Espera-se que no próximo aniversário dessa tragédia, possa-se comemorar a superação do sacrifício vivido por esses desabrigados durante todo esse período, comemorar a nova vida que eles estejam levando, a retomada da dignidade de cada um deles e o retorno triunfal da esperança desses heróicos e honrados alagoanos e alagoanas. |
Juiz de Direito aposentado, radialista, jornalista, produtor e apresentador do Consultório Jurídico-TV Pajuçara, articulista do Jornal Extra Alagoas, poeta, rotariano e advogado, Conselheiro Seccional da OAB/AL.