A mentalidade de alguns empresários brasileiros continua a mesma: fazer riqueza sem dividir com o funcionário parte da mesma. Mas não é só isso, pode piorar, principalmente quando a empresa passa por um momento de crise a tendência é aperfeiçoar o arsenal de crueldades, a pior delas é quando reduzem seu salário ou comissão mudando a regra do jogo no meio do campeonato. ssa é a mais alta quebra de lealdade que pode existir. A dedicação 100% está ligada a 100% de reconhecimento pelo trabalho. Dependendo do cargo e do tamanho da empresa muitos acordos são feitos de forma informal, eu não aconselho isso pra ninguém. Empresa é como casamento, em algum momento, se houver separação, o informal vai se transformar em separação de bens e muitas vezes precisarão de um juiz para resolver o imbróglio. “A confiança entre as partes precede qualquer contrato ou acordo” Eike Batista. O preto no branco ainda é a melhor maneira de proteger a integridade das palavras. Há cinco anos eu recebi uma mensagem de um vendedor amigo que acabara de ter sua comissão cortada por um motivo banal. Quando os empresários querem cortar sua comida eles são muito criativos, conseguem distorcer a realidade alegando que não está escrito, mas está implícito. Vejam o recado do vendedor na íntegra: “Fabricio, se os donos de empresa tivessem a mentalidade de investir mais na equipe o retorno deles seria dobrado. Existe algo que bloqueia a visão deles, simplesmente não acordam para a realidade de que ganhar sozinho é uma cultura ultrapassada. A parceria entre empresa e funcionário sempre será uma troca, nesse momento, que cortaram a minha comissão a minha contra partida é ficar em casa, trabalhando o mínimo necessário e procurando imediatamente outro emprego”. Essa doeu. Esse é um depoimento fantástico, um muro no estômago de quem ainda acredita que vai vencer ou desenvolver sua empresa sem ajuda dos seus colaboradores. O olho grande do empresário não deve residir no salário e benefícios que paga a sua gente, ele deve apontar para o futuro, deve compreender a máxima:quanto mais o funcionário ganhar, mais o negócio irá prosperar. Dizem que quando o cachorro está comendo ninguém pode ousar tirar a comida dele, se o fizer, será mordido violentamente. Imagine agora o vendedor: ele constrói a área, forma sua base de clientes, amplia as vendas e seu bolo de comida vai ficando maior e justamente quando ele está saboreando o prato - aparece o espertalhão alegando um motivo qualquer para ficar com o resto de sua comida. Haja focinheira, ou melhor, inteligência emocional. Você deve estar se perguntando: por que eu não posso me adaptar ao invés de brigar? Cá entre nós, eu não acredito que ficar calado para garantir o emprego seja algo nobre, pelo contrário, se você fosse Japonês é provável que não resistisse à vergonha e cometesse suicídio enfiando uma adaga no peito, a honra para eles é mais importante do que tudo. Não seja escravo do trabalho, estude para trabalhar só para os melhores e se você não os encontrar, lute para abrir seu próprio negócio. Fique sabendo que não é o fim do mundo, existem empresas fantásticas com empresários fantásticos, eles dividem o lucro, ajudam a desenvolver o funcionário, escutam-lhe e criam um ambiente bacana de trabalho. Nesses lugares, não mexem na sua comida, e quando o fazem, é só para acrescentar a sobremesa.A mentalidade de alguns empresários brasileiros continua a mesma: fazer riqueza sem dividir com o funcionário parte da mesma. Mas não é só isso, pode piorar, principalmente quando a empresa passa por um momento de crise a tendência é aperfeiçoar o arsenal de crueldades, a pior delas é quando reduzem seu salário ou comissão mudando a regra do jogo no meio do campeonato. ssa é a mais alta quebra de lealdade que pode existir. A dedicação 100% está ligada a 100% de reconhecimento pelo trabalho. Dependendo do cargo e do tamanho da empresa muitos acordos são feitos de forma informal, eu não aconselho isso pra ninguém. Empresa é como casamento, em algum momento, se houver separação, o informal vai se transformar em separação de bens e muitas vezes precisarão de um juiz para resolver o imbróglio. “A confiança entre as partes precede qualquer contrato ou acordo” Eike Batista. O preto no branco ainda é a melhor maneira de proteger a integridade das palavras. Há cinco anos eu recebi uma mensagem de um vendedor amigo que acabara de ter sua comissão cortada por um motivo banal. Quando os empresários querem cortar sua comida eles são muito criativos, conseguem distorcer a realidade alegando que não está escrito, mas está implícito. Vejam o recado do vendedor na íntegra: “Fabricio, se os donos de empresa tivessem a mentalidade de investir mais na equipe o retorno deles seria dobrado. Existe algo que bloqueia a visão deles, simplesmente não acordam para a realidade de que ganhar sozinho é uma cultura ultrapassada. A parceria entre empresa e funcionário sempre será uma troca, nesse momento, que cortaram a minha comissão a minha contra partida é ficar em casa, trabalhando o mínimo necessário e procurando imediatamente outro emprego”. Essa doeu. Esse é um depoimento fantástico, um muro no estômago de quem ainda acredita que vai vencer ou desenvolver sua empresa sem ajuda dos seus colaboradores. O olho grande do empresário não deve residir no salário e benefícios que paga a sua gente, ele deve apontar para o futuro, deve compreender a máxima:quanto mais o funcionário ganhar, mais o negócio irá prosperar. Dizem que quando o cachorro está comendo ninguém pode ousar tirar a comida dele, se o fizer, será mordido violentamente. Imagine agora o vendedor: ele constrói a área, forma sua base de clientes, amplia as vendas e seu bolo de comida vai ficando maior e justamente quando ele está saboreando o prato - aparece o espertalhão alegando um motivo qualquer para ficar com o resto de sua comida. Haja focinheira, ou melhor, inteligência emocional. Você deve estar se perguntando: por que eu não posso me adaptar ao invés de brigar? Cá entre nós, eu não acredito que ficar calado para garantir o emprego seja algo nobre, pelo contrário, se você fosse Japonês é provável que não resistisse à vergonha e cometesse suicídio enfiando uma adaga no peito, a honra para eles é mais importante do que tudo. Não seja escravo do trabalho, estude para trabalhar só para os melhores e se você não os encontrar, lute para abrir seu próprio negócio. Fique sabendo que não é o fim do mundo, existem empresas fantásticas com empresários fantásticos, eles dividem o lucro, ajudam a desenvolver o funcionário, escutam-lhe e criam um ambiente bacana de trabalho. Nesses lugares, não mexem na sua comida, e quando o fazem, é só para acrescentar a sobremesa. @quebreabanca #facanacaveria |
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É preciso dar o exemplo para ser líder? Não, isso é um MITO. Há inúmeros cursos de coaching e liderança falando das características que uma pessoa deve ter para ser líder, em 99% deles existe uma obrigatoriedade de que o líder deve dar o exemplo, eu sou contra isso. Nossas raízes culturais, a mídia e os hipócritas de plantão preconizam a perfeição, falam dos escolhidos, seres que não erram, que chegam no horário, que não participam de festas com os subordinados, que educam bem os filhos, que são fiéis e vão a igreja aos Domingos, enfim, a liderança pelo exemplo é uma hipocrisia que não tem tamanho, como diria Capitão Nascimento: “O sistema é foda”. Steve Jobs, o segundo Leonardo Da Vinci em minha opinião, foi um cara insuportável como líder, ele pressionava os funcionários e muitas vezes os humilhava em público. Jobs nunca reconheceu sua filha, estacionava na garagem para deficientes e mesmo bilionário, nunca doou para caridade um mísero centavo. Acho que você não vai deixar de gostar do Steve por causa disso, certo? Nem eu, continuo admirando-o apaixonadamente, pois apesar de não dar sempre o exemplo, ele deixou um enorme legado, coisas fabulosas, que na balança dos erros e acertos deixaram para humanidade lições indeléveis de um líder imperfeito e ao mesmo tempo fantástico. Muita gente que você admira também faz parte dos líderes construídos pelo exemplo – Gandhi, já nos últimos anos de vida, dormia nu com meninas de 18 anos e sua mulher ficava sozinha no quarto ao lado. Ele dizia seguir o celibato, ou seja, homem casto que não fazia sexo. Mesmo sabendo que Gandhi era um taradinho, eu nunca vou deixar de admirar sua coragem ao combater no peito e na raça a dominação que os Ingleses quiseram impor à Índia. Bill Clinton foi um presidente fantástico, a economia dos EUA bombou. Mas sabemos que o homem mais poderoso do mundo sempre foi muito assediado e o “cara” terminou cedendo aos charmes de uma gordinha simpática que adorava seus charutos. Bill Clinton traiu a esposa e mentiu em rede nacional, podemos crucificá-lo, podemos dizer que ele perdeu todo o crédito como presidente? Se isso tivesse acontecido, provavelmente a dinastia Bush teria iniciado naquela época e hoje, os EUA estariam pedindo dinheiro emprestado ao Brasil. Bem, a lista dos “exemplos” continua meus amigos, mas paremos por aqui. Meu Pai fumava muito e morreu de câncer, ele dizia: não fume, é ruim. Eu nunca fumei, nunca gostei e aprendi isso com ele. Eu posso sim, pedir algo a você que eu não faço, ora, você é livre para fazer escolhas e não pode ser um covarde culpando seus Pais ou seus líderes pelo seu fracasso. A era das babás de marmanjos acabou! Você é suficientemente capaz de ponderar sobre o certo e o errado, sobre o bem e mal e mesmo que seu psicólogo diga que a origem de suas frustrações são os exemplos ruins que você vivenciou, não acredite,lute contra o sistema. Meu Pai foi muito sábio a ensinar o filho que a doença que contraiu aconteceu em virtude de um vício miserável, ele não queria deixar que eu seguisse essa onda. Perguntei um dia: ”Se eu fumar, o Senhor vai brigar comigo? Ele disse: “Não, eu não sou um exemplo, mas tenho direito de opinar sobre sua vida porque amo você, além disso, não tenho mais força para levantar dessa cama e lhe dar umas palmadas”. Não seja falso com seu funcionário, não crie um Avatar corporativo, não seja algo que você não é. O líder pode errar, pode pedir desculpas, então não há um exemplo, há um pacto de bom senso e respeito que deve sempre estabelecer a verdade. Seja justo e transparente e eles vão amar você, mesmo que você não seja um exemplo. Fabricio Medeiros Twitter: @quebreabanca |
Eu sei que você foi ensinado por pais e professores que o importante é competir, eu sei que as emissoras de TV também falam isso o tempo todo, eu sei que muitos derrotados são adotados pela mídia como vencedores, mas eu convido você a mudar completamente sua opinião. Os grandes vencedores não gostam de competir, eles querem mesmo é ganhar. Michael Schumacher foi o maior de todos na fórmula 1 , você acha que ele conseguiu ganhar 7 títulos apenas competindo? Não amigo, ele passava por cima de todo mundo para ganhar, até jogar o carro nos outros eles fez. Sacaneou o Rubinho, brigou com outros pilotos, engenheiros, com o próprio irmão, enfim, fez tudo para ganhar, sempre teve obsessão em ser o número 1. Eu não perco nem jogo de dama para minha sobrinha de 6 anos, eu não tolero a derrota. Quando meu time perde, eu fico a semana inteira arrasado. Pode filosofar o quanto quiser, as pessoas de sucesso que eu conheço entregam resultados excepcionais, todo o resto é conversa mole. Quando você perde tem sempre alguém lhe dando colo, há sempre alguém dizendo que você não deve chorar. Uma vez me pediram colo e eu simplesmente disse: chore seu desgraçado, sinta o gosto ruim da derrota, espero que você fique mal durante todo final de semana, espero mesmo que você sofra. O sofrimento de hoje pode ser a redenção de amanhã. Você trabalha melhor em equipe? Que legal, mas saiba que na ora que o caldo esquentar seu desempenho individual é o que será levado em conta. Fazer o seu melhor não basta, precisa entregar resultado, precisa vencer. Em qual setor você trabalha? Não importa, seu setor precisa ser o melhor,você está tirando férias de alguém? Atropele, seja melhor que o dono da vaga. Você é vendedor, está em que lugar no ranking? Os medíocres só existem para engrossar o tamanho da lista que você deve malhar para fica no topo. Eu não estou dizendo que você vai roubar, matar ou humilhar para vencer, isso é coisa para bárbaros do século XVI. Devemos ser racionais, elegantes e competitivos ao extremo. Não sabe por onde começar? Comece com o vizinho, seja melhor do que ele. Ninguém consegue vencer sempre. A vida não é uma ciência exata, entretanto, se você tiver esse espírito de odiar a derrota e gozar com a vitória, muito provavelmente ganhar de você vai ser uma das tarefas das mais hercúleas para seus adversários. Lembre-se: muitos acham que o importante é competir, desse jeito, muitos desistirão no meio do caminho. Você já assistiu alguma competição de amputados ou de pessoas com necessidades especiais? Eu já. Presenciei um cara sem as duas pernas e sem os dois braços simplesmente ficar indignado porque não ganhou uma prova de natação. Como é que nós, pessoas sem limitações físicas, podemos achar que competir é mais importante do que vencer? Você não nasceu para ser mais um, lute, ganhe, nem que seja um campeonato de jogo de dama! |
É impressionante como temos a vocação para enriquecer os americanos. Bem, o novo best-seller do momento é o livro “O monge que vendeu sua Ferrari”. A narrativa conta a história de um advogado bem sucedido que resolve abandonar tudo para fazer uma peregrinação pela Índia, seu assistente John acha que ele não agüentou a pressão e enlouqueceu. Mas quando Julian volta três anos depois, mais jovem, esbelto e radiante, Jonh fica atordoado com a mudança. John trabalha muito, volta tarde para casa, e persegue o sonho da liberdade financeira. Mas vive cansado, não tem tempo para nada e raramente se diverte. O reencontro com Julian, seu antigo mentor, o faz querer descobrir como o advogado ganancioso e arrogante que ganhava todos os processos no tribunal se transformou em um monge sábio e sereno.
Caro leitor, essa é parte filosófica, bonita, mas vamos ao que interessa: a verdade nua e crua. Quem é que você conhece que seja bem sucedido e não tenha ralado pra caramba, perdido horas de sono e como conseqüência tenha negligenciado um pouco a família e até mesmo a saúde? Pois é, eu não conheço ninguém. Steve Jobs agradece.
É engraçado, todo mundo que ganha muita grana é tido como arrogante, prepotente ou coisas do tipo, isso é um erro. Tem um montão de gente endinheirada que são de carne e osso, pessoas com erros e acertos, quem ganha bem não pode ser tido como demônio, isso é coisa impregnada pelas religiões e por nossa cultura desvirginada.
Eu acredito que você deve trabalhar pra caramba e ganhar seu dinheiro de forma honesta, é verdade que você terá alguns problemas, mas também terá outros maiores se não pagar o colégio dos filhos, a luz ou o cartão de crédito, portanto, é hora de sua família se acostumar com suas poucas horas à disposição; é hora de você fazer um esporte para não gastar tanto com saúde no futuro; é hora de fazer uma previdência, porque o INSS e o governo vão depenar a gente. Em muitos casos, é possível fazer isso com mais intensidade nas primeiras décadas e depois ir aliviando o pé. Mas, uma coisa é inquestionável: ganhar dinheiro e trabalhar 8 horas por dia são coisas incombináveis.
O cara que vendeu a Ferrari já vendeu centenas de milhares de livros e roda o mundo dando palestras do tipo FÓRUM HSM, e acreditem, não é de graça. É bom demais chegar à conclusão de que não precisamos de uma Ferrari só depois de rodar vários anos com ela. É como comer Tiramisu em Milão e dizer: ah! É um doce como qualquer outro, prefiro a cocada da Barra Nova.
Sim, nós vivemos em uma sociedade que adota modelos, que nos compara o tempo todo, que nos obriga a comer melhor, vestir melhor, é o show das aparências, do consumo libertino, mas nem por isso somos doidos hipocondríacos, obrigados a aceitar essas verdades, esses modelos. Somos feitos de escolhas, que esperamos nos tragam a maior felicidade possível. Nesse preceito, eu respeito muito quem vive enrolado em uma toga vermelha comendo arroz e meditando sobre a mãe natureza e as energias cósmicas, mas exijo também que respeitem a minha Ferrari, eu também sou muito feliz com ela. |
Formado em Administração de Empresas, MBA em Gestão Empresarial pela FGV com extensão internacional em business pela University Of Califórnia. MBA em Marketing também pela FGV, mais de 10 anos de experiência profissional em cargos de liderança em empresas como AmBev e JET. Atualmente, além de palestrar e ministrar treinamentos de vendas e marketing em diversas empresas e faculdades, escreve artigos para blogs e portais. É professor do curso de pós-graduação em Administração de Empresas da FGV com as cadeiras Negociação e Marketing Empresarial. Fabricio também comanda a gerência nacional de vendas do grupo Pimentel Lopes, Multidoor.