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5/6/2010 às 16:11:18
Brasil, um país apaixonado por futebol!
Publicado por Paulino Vergetti


Brasil, um país apaixonado por futebol!


                          Brasil, um país apaixonado por futebol!                        
 
 
 
                           2010, para nós brasileiros apaixonados por futebol, está de bola cheia. O país vive a euforia do instante pré-Copa do mundo, com se esperasse algum evento sacrossanto. Não se tem falado noutra coisa nas ruas, que não, acerca da Copa do mundo. O brasileiro é mesmo fanático desse esporte. Essa premissa é axiomática.
                             Assim a coisa vai!  Entre bolas e carnavais, tudo a ver neste país cheio de sons e cores, despovoado de preguiça quando o mote a ser seguido  é uma canção de festa futebolística como a que veremos logo mais na África do Sul. Esperar por esse evento valerá a pena. Imagino que será uma festa encantadora. O povo africano é festivo, dançante, acolhedor. A época do Apartheid é página virada. Brancos e negros estarão lado a lado a encherem os espaços dos modernos estádios de futebol construídos para este evento internacional.
                               Aqui entre nós, sob o cuidado de não transformarmos a alegria do evento em um espetáculo de tristeza, precisamos saber que estarão assistindo aos jogos,  envoltos por rara alegria, brasileiros miseráveis e  outros aquinhoados. Nesses trinta dias de junho veremos, desde bandeirolas nacionais a ébrios distraídos do tempo e do espaço, como se viver o espetáculo da Copa do Mundo fosse algo de outro planeta habitado por deuses ainda maiores do que os cultivados na atualidade. É carecido cautela. Os excessos serão prejudiciais.
                                Quando a Seleção Brasileira entra em campo, com ela entra o país inteiro, mergulhado em uma euforia rara de ver-se. É mesmo contagiante a sintonia dos brasileiros com o futebol. Apesar de esperarmos durante os quatro anos, parece que aquele espetáculo que veremos será o primeiro e o último. No campo cabe nossas esperanças, frustrações e fé na vitória. O país para  para ver a Seleção Camarinha bailar em campo, levando dentro de si  a grande fantasia nacional, raro carnaval, a vontade de tornar-se outra vez a campeã.
                                 Coincidentemente, neste ano de Copa do Mundo, teremos eleições presidenciais. O sucesso de nossa seleção na África poderá, erroneamente, ser vinculado à política partidária e ofertar dividendos desmerecidos a alguns candidatos ao cargo. É bom que não nos deixemos enganar pelo soro da euforia e saibamos separar as duas coisas. No futebol o país estará mais unido do que nas eleições.
                                  E nossas chances, são mesmo grandes? Emoções à parte entrarão em campo como absolutos favoritos?Claro que não! A cada ano que passa torna-se bem mais difícil ganharmos o campeonato futebolístico internacional. As equipes chegam mais preparadas. Acabou aquele tempo em que os Estados Unidos da América não jogavam um futebol merecedor de admiração e que os times africanos eram de segunda categoria. As seleções que se classificam para um evento como esse, chegam em nível de igualdade. São as melhores equipes do mundo à procura do título mundial.
                                    Finalmente junho chegou e com ele a esperança de ganharmos mais uma vez  o Campeonato Mundial de Futebol. O técnico Dunga iniciou seu trabalho desacreditado de boa parte da população brasileira. Hoje, acredito-me, possui melhor aceitação e fez um trabalho corajoso e merecedor de respeito. Aguardemos os resultados. A grande corrente nacional de torcida o ajudará na difícil empreitada de ser o campeão absoluto na África do Sul. Tomara que tudo corra bem para o nosso lado e que tenhamos o sucesso que desejamos, mas, sem jamais deixarmos de entender que nós não somos os únicos com essa possibilidade. As Seleções que por lá estão, lutarão com condições de galgarem o mesmo objetivo que nós brasileiros desejamos.

 



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29/5/2010 às 14:14:5
O eleitor-micróbio!
Publicado por Paulino Vergetti


O eleitor-micróbio!


   O eleitor-micróbio!      
Explica-se, sobretudo, o espetáculo da desesperança da maioria dos eleitores brasileiros, com os candidatos que elegem, dado os altos índices de insatisfação após eleitos, desses brasileiros que se esquecem para que foram eleitos. Isso é uma coisa bem latina, O passional é cobertor de idéias. O jeitinho nacional prevalece. Enquanto uns brincam de pagar, outros brincam de trabalhar, incluindo-se aqui a mão nem tão generosa do Estado míope!
                               Acho impressionante o uso desembestado dos truques sórdidos que são aplicados à população, todas as vezes que votos são caçados e requeridos. Às vezes chego a acreditar que os eleitores estão mais para marionetes do que mesmo para qualquer outra coisa. Parecem com esse micróbio novo, sintético, que se tem notícia recentemente, que nasceu sem sequer genoma próprio ter. Pois é, vala-nos mais ser um biruta que tem ao menos o vento como amigo.
                                  Claro que nós podemos impor um respeito bem maior do que o que temos visto. Os candidatos só se elegerão se passarem pelo crivo da aceitação popular. Essa história do já ganhou é perversa demais para ser deixado entrar goela abaixo. Vamos cobrar desses espertinhos mais consciência eleitoral, no sentido de que respondam com projetos e obras interessantes do ponto de vista social. É isso o que se espera de todos eles.
                                  Um americano e sua equipe de estudos, acabou de anunciar a criação de um micróbio sintético. Retiraram todo o miolo genético de um micróbio já existente, porém morto, e puseram um novo genoma dentro dele, só que dessa vez com um outro modelo embaralhado por um computador. O cara chama-se Craig Venter e o micróbio defunto, Mycoplasma mycoides. Foram gastos a bagatela de quinze anos para a execução de tal estudo, além da fortuna de quarenta milhões de dólares. Não é pouca coisa não! Esse cientista jamais poderá alegar ter criado nada. Ele apenas está tentando recriar algo. Portanto, de  Deus, ele nada tem. É bom mesmo o pessoal da descrença não sair por aí queimando fogos e crendo que podem gritar “ eureka”. O buraco é mais embaixo.  UEM edifica uma casa não pode dizer que inventou o barro. Cautela é bem melhor do que chá de canela.
                                     Voltemos aos nossos eleitores micróbios, recriados em cada pleito eleitoral, manobrados por espertos de plantão. O genoma político desses manipuladores é irregular. Eles estão usando o material político alheio e recriando esperanças que de tão mentirosas, nem sintéticas são e, diferente do micróbio do Craig Venter, não é o resultado de um esforço prévio,de risco calculado e que possa contribuir socialmente com alguma coisa importante. Atentem muito bem para isso.
                                       Esses espetáculos de desilusão precisam acabar de uma vez por todas. Abaixo os salvadores da pátria, os apóstolos anunciadores do paraíso vindouro, dos moleques arrumadores de palanques. O povo precisa avivar-se eleitoralmente com mais organização e  sobrepor-se a tudo isso. Votar para escolher quem são os melhores candidatos de um pleito eleitoral é coisa simples, mas que requer um esforço de  entendimento nem tão inocente. Não podemos nem devemos dispensar na execução de tais atividades, o patrocínio de nossa consciência descomprometida com o obsceno e o mesquinho. Vejamos no que deu o acordo recentemente engendrado no Irã, onde tivemos a participação dos mandatário do Brasil, Irã e da Turquia. O ceticismo internacional caiu em cima de sola e não deseja aceitar esses resultados com passividade de jeito nenhum. Um pleito eleitoral, nossas escolhas e o pós-pleito, tudo isso, merece ser arquitetado com amor e lisura. Portanto, mudemos para melhor. Cuidemos desse pleito que se avizinha com cuidados redobrados. Se escolhermos mal os nossos candidatos, seremos nós quem sofreremos. Vamos nessa?

 






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24/5/2010 às 14:42:42
Das fantasias
Publicado por Paulino Vergetti


Das fantasias


Das fantasias
 
Loucas fantasias acolhem tuas preces
e, de resto, a fé eu rego.
Apavoram-me bem mais qualquer descrença,
do que a tua alma triste.
Pois vem e trazes-te contigo
para  me achar dentro de mim,
sendo assim nós dois, outros dois nomes.
 
Meus sonhos alcançam distâncias imensuradas,
são eles passos, são eles estradas
e no fim há de esperança em minha alma viajante.
 
Quando me lapido sou pedra luzidia em tua face,
vivo sem regras, abandono o medo,
sou enfim o teu mais propagado segredo...
sou ainda em tuas mãos mais que uma louca fantasia.


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22/5/2010 às 17:29:12
Habitando a modernidade
Publicado por Paulino Vergetti


Habitando a modernidade


Habitando a  modernidade
 
                                              É quase impossível sonhar acordado nos dias atuais. O tempo rouba-nos todos os instantes livres. Vivemos atrelados a um cotidiano enlouquecido que nos permite muito pouco além do trabalho árduo. Quando envelhecemos é que paramos para olhar o que deixamos de fazer ou fizemos incompleto. A correria desgoverna até nosso poder reflexivo. Pobre dos homens!Pobre de nós!
                                                Tenho amigos que ficam ansiosos para que cheguem suas férias para poderem vendê-las trabalhando e com isso galgarem uma graninha a mais. Morrem de trabalhar e permanecem naquela mesmice desinteressante. E será que agir assim nos adiciona um valor importante ou nos deixa saldo vivifico? Claro que não! A ambição é intolerável quando nos incentiva a adquirir os excessos. Vivemos a cometer pecados contra a vida e contra os mesmos.
                                                  A NET tem ocupado os espaços do homem de tal forma que não nos tem permitido realizar as velhas visitas à casa de amigos, jogar papo fora, sentir a alegria do convívio familiar. Os sítios de busca tem nos ofertado possibilidades mil para o preenchimento das horas vagas, diga-se: das raríssimas horas vagas que ainda conseguimos ter. E a tudo isso chamamos modernidade, vida moderna. Será que é mesmo assim que  deveríamos chamá-la?
                                                   Acho que nos tem faltado nacos de amor, instantes de poesia, exercícios de paciência, minutos de humanidade, vontade de sermos felizes. O dinheiro continua sendo a mola mestra de todo o processo moderno de sobrevivência. Vivemos a ajuntar valores materiais e nos esquecemos do que é realmente mais importante para nós. Quando nos lembramos que estamos vivos, já estamos mortos há tempo. Tudo passa com a velocidade dos esquecidos da vida. Cada instante que se vai não nos deixa a possibilidade de reconstruirmo-lo  nunca mais. E por aí vai a história de nossas desproporções existencialistas.
                                                    Anos atrás eu tive a possibilidade de visitar alguns parentes na cidade italiana de Tórtora. Um lugar inesquecível. Fui a uma igreja católica assistir a uma celebração Eucarística e fiquei impressionado com o silêncio no local. As mulheres mais velhas portavam um lenço preto na cabeça e  rezavam com uma intensidade de fé que me impressionou. Senti saudades do meu tempo de criança quando eu ia às Missas ao lado de  minha saudosa mãe e que me era absolutamente proibido ficar conversando com os outros. Havia um respeito manso e ordeiro. Esses velhos tempos passaram, o que é uma pena!
                                                      Desde o advento da Revolução Industrial que o homem tem trilhado por caminhos diferentes e perdido o elo natural com a simplicidade do viver. Construímos uma liberdade perigosa demais  para que seja defendida. Ousamos nos delimites do indecifrável. Avançamos por caminhos proibidos, tecemos sonhos desestrelados, dormimos pouco e voamos demais.
                                                       Continuo a sonhar com um mundo muito melhor do que este que aí está. Respeito as águias e seus vôos magistrais, sua forma digna de  morrer, assim como os elefantes que para fazê-lo jamais atrapalham a manada.. Acho que deveria estar reservada aos humanos uma existência pacífica e nobre. Não podemos continuar sem ouvir a natureza. Refletir sobre os nossos problemas maiores é imperativo. Ponhamos o lobo fora de nossas almas, mesmo que nossos olhos continuem a enxergá-lo próximo de nossa vontade. Viver é um exercício mais natural do que pensamos.
 

 



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19/5/2010 às 20:3:34
Pedaços da voz
Publicado por Paulino Vergetti


Pedaços da voz


Pedaços da voz
 
Há algo de ti, meu, indo embora,
no fim do instante e onde um vento sopra
ausente da alma, distante da carne...
 
No fim, no fim, no fim...
e ai de mim sendo assim
não saber do início da volta.
 
Teus pedaços loucos estão sorrindo
e eu, ajuntando os cacos, dispo-me da morte,
vivo o amor em  tua sorte
e chamo-me a saber que,
o medo é o limbo de nossa voz,
jardim de tuas palavras,
o doce Incenso dos meus discursos desabados.


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18/5/2010 às 8:55:44
Desescondido
Publicado por Paulino Vergetti


Desescondido


Desescondido...
 
Eu, juro, queria saber dos outros
como os outros sabem de mim.
 
Trago-me fecundado no maior abismo.
Há silêncios agitados que me intimidam.
Então, pensando assim,
dane-se a água, pois já nem sinto sede!
 
Um velho nascerá zombando do tempo,
contará estrelas, destilará venenos,
enquanto eu serei apenas do instante
e da alma, próximo e distante,
nada mais!
 
E por amar desescondido, tudo amei.
O meu amor mora na sombra de altiva árvore,
onde os macacos pulam e as onças dormem,
como deixam os desejos e a carne sabe.


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15/5/2010 às 11:47:0
Insegurança Pública: Adrasteia X Neanderthais
Publicado por Paulino Vergetti


Insegurança Pública: Adrasteia X Neanderthais


     Insegurança Pública: Adrasteia X Neanderthais!          
Não costumo ficar satisfeito quando, diante da descrença de algum amigo, ouço sem maiores explicações, as metáforas como: “ ele tem fome de Deus”, acenando para traduzir certa dificuldade vista e posta ao lado, à espera de resolução. Gosto de  ir  até ela com o intuito de resolver mesmo. O instante que o país atravessa é deveras serio. Estamos no momento exato de engendrarmos alguns ajustes ou, quem sabe, uma significante revolução dos sentimentos.
                                   A violência continua,  nas arestas das ruas, imperiosa e astuta. Apresenta-se com a face viva da impunidade, acreditando que é invencível e por cima, obstaculando as ações do Estado que por si só já são pífias. Esse mesmo Estado, apesar de constitucionalmente ser forte e autorizado, não possui o pulso necessário para agir  com vigor e resolver seus maiores problemas de Segurança  Pública. É para la de bom que ele revigore-se e aja com maior zelo por seus cidadãos, coibindo as práticas espúrias de parte  da sociedade que escolheu viver as margens da lei, nutrindo a  criminalidade.
                                    Aqui no Brasil tem-se matado em proporções epidêmicas. Os bandidos deixaram de usar os velhos e  ultrapassados revólveres e passaram a importar para uso os modernos rifles automáticos e outras armas mais. Enquanto eles descobriram o crescimento numérico ativo, nós, pobres cidadãos desarmados legalmente pelo próprio Estado, recuamos numa passividade medrosa.  Se há uma febril euforia  do lado da bandidagem, no sentido do avanço rumo aos índices da criminalidade, há, no meio de nós, quase apagada, uma vontade sombreada por dias mais  seguros, gotejando  palidamente. O Estado precisa apresentar-se forte diante de seus comandados para com isso inibir a ação descarada dos elementos que compõem o crime organizado. A casa carece ser vista como protegida e capaz de defender a todos.
                                    Não devemos nos dispor a apenas perdoar os hipócritas de plantão que  vivem a anunciar o extermínio desse mal social, mas, cobrarmos das autoridades competentes o maior rigor nas ações do Estado. Os índices escalafobéticos que têm enchido as  estatísticas desse  crime devem ser excluídos de vez, da vida dos homens de bem. Segurança Pública é um problema fático, bastante serio e que clama por uma solução definitiva.
                                     Neste ano eleitoral, revestido de tanta importância social, já que afinal estaremos escolhendo o mandatário da República, bem que eu gostaria de saber qual o conteúdo dos sonhos do Serra e  da Dilma, no tocante a Segurança Pública. O eleitorado ficaria mais bem posicionado em sua escolha e o país lucraria bem mais. Procriar palavras vãs como quase todos do passado faziam, não nos enganará mais. Há um tempo novo com novas carências e novas tolerâncias.
                                      A Câmara Federal acabou de aprovar um projeto de lei que  impede aos candidatos fichas sujas, aqueles que cometeram crimes dolosos graves, de candidatarem-se aos cargos eletivos.  Que bom! Começa  assim. O país está infestado dos sabichões de plantão que adoram prognosticar  apocalipses. Sabem tudo e nada fazem. Seus conhecimentos são fumarentos demais para  se materializarem.
                                       Continuamos, pois, muito vulneráveis, cercados pela bandidagem. Não proclamo nenhuma vingança social, embora me lembre fartamente de  Adrasteia, a deusa grega da vingança, como forma de cobrar ao Estado maior empenho nessa área. Espero que nossos cientistas políticos não findem por porem a culpa  em nossa ancestralidade, achando que o responsável por esse comportamento espúrio dos nossos bandidos, esteja em  nossa herança dos Neanderthais. Só faltava isso agora.  

 



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12/5/2010 às 19:51:37
Ciúmes demais
Publicado por Paulino Vergetti


Ciúmes demais


Ciúmes demais
 
 
É rápido demais o teu olhar
que mais  rápido me chega do que vai embora,
que chega a acender-se apagado antes da hora
A dizer-me sem palavras o que jamais me disse.
 
Entreto-me a fugir-me de um tempo,
antes de um tal aceno que cerra meus olhos
e, pausadamente acho e tão calado falo
para me dizer que em ti eu sou o que se evapora.
 
Se ele não te abraçou, assim devia!
Se és ridente e bela e tudo,
ai dos teus desavisos não me tecer ciúmes
porque é de mim de quem tu mais gostas...


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11/5/2010 às 8:49:6
Fogo louco
Publicado por Paulino Vergetti


Fogo louco


Fogo louco
 
 
Arde em si o fogo do teu fogo,
esse louco fogo louco cheio de mim
e que em ti também mora,
grita, canta e chora...
ri de ti, sabendo ele, assim, que, eu te adoro!
 
 
Minha vida é um saltimbanco voador,
o  mesmo fogo corredor que te espanta
quando louco arde em chamas
correndo para cima dos nossos desejos.
 
Tenho medo!
Há fogo nas águas do teu oceano
e o teu pranto é apagador de chamas
onde tudo se acaba e começa de novo.


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9/5/2010 às 10:3:36
Um país cheio de outros
Publicado por Paulino Vergetti


Um país cheio de outros


Um país cheio de outros
 
                                         Esse país é mesmo um celeiro de preciosidades. Até o manso e pacífico Aqüífero Guarani que até há pouco reinava soberano, agora não o faz mais assim, ganhou um concorrente bem maior que ele, sob as florestas tropicais do Norte do país. Ganhamos maior importância ainda em relação ao planeta água. A natureza é mesmo generosa para com este país.
                                           Em 2009 a venda de veículos novos foi recorde. Um país com sérios problemas de Saúde Pública, com áreas preenchidas pela miséria, permite-se  tolerar tal cousa. São contrastes difíceis de serem entendidos, mas que existem. Acredito que uma das grandes provas de que estamos nos tornando imensos, é justamente o aparecimento de tais disparidades. Tomara que possamos ver em pouco espaço de tempo a diminuição de tais disparidades. O Brasil precisa mostrar-se ao mundo de forma mais igualitária.
                                            O Nordeste carece  deixar  de ser visto como o filho desdentado do Brasil, porque aqui já há  uma vontade imensa de crescimento. Somos um terço do povo nacional. Não é justo que sejamos postos na berlinda do esquecimento desenvolvimentista. Nossa elite é muito bem mais preparada do que a maioria das outras áreas do país, porque competimos com desigualdades e se esforçando bastante para retornarmos bons ou nelas ficarmos melhores.
                                            Os talentos nordestinos se destacam esplendorosamente. Quando eles deixam o solo pátrio regional e descem ao Sul/Sudeste, criam raízes e brilham com rara fartura. Tenho visto exemplos excelentes nesse último meio século de vida. Melhor assim.
                                              Não gosto de dizer o que faço agora. Acho que nosso país necessita mais de gerentes técnicos do que mesmo dos seus políticos. Brasília tem sediado muitas reuniões de trabalho, mas, o que precisava mesmo fazer era fomentar os técnicos do nosso país a  produzirem  mais proteína e outros bens de consumo. Precisamos de líderes  comprometidos com o real desenvolvimento social. Nosso país precisa arrumar-se dentro de uma social democracia com cor e perfume conhecidos. O Capitalismo selvagem deve ser sufocado e dar lugar a outras formas híbridas de governo. Mas isso amedronta os mais poderosos, oferece medo, desacomoda grupos sócias produtores e por isso é tão difícil de ver-se.
                                                Bem que poderíamos dar um forte exemplo de rumo novo, agora, com a Copa do Mundo de 2014 e com os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Sair desse marasmo cheio de esperanças, apenas, como se tivéssemos medo de crescer noutro patamar, que não esse que conhecemos e que se arrasta moroso há anos, décadas. Precisamos da fome desenvolvimentista da Ásia, com seus tigres vorazes. Carecemos da ousadia do americanos do Norte que avançam famintos sobre as outras economias mundiais. Bem que poderíamos fertilizar nosso potencial turístico ao invés de ficarmos alimentando a miséria de grande parte do nosso povo com programas sociais  que se cronificam de governo a governo, à caça de votos e de coisas mais que nos  são indizíveis. Precisamos de líderes homens e não, de atravessadores políticos que desejam se locupletar do erário e fortalecer o nome familiar. O Brasil que precisamos é bem maior do que esse que está aí à nossa frente.
                                                   O bom em tudo isso é que não estamos involuindo como em certo passado histórico. Caminhamos devagar mas caminhamos.  Essa geração nova que aí está saberá duplicar as forças que nós nos esquecemos de usar. Andemos de mãos dadas. O Brasil é de todos. A nossa responsabilidade social com o resto de planeta é bem maior do que podemos imaginar hoje.


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Saiba mais sobre este Blog
Paulino vergetti é graduado em medicina pela Escola de Ciências Médicas (1982), pós-graduado em oncologia clínica pelo Instituto nacional do Câncer (Rio de Janeiro) e especialista em língua portuguesa e literatura brasileira pela Universidade Cidade de São Paulo.

Escritor nos mais diversos gêneros literários, tem publicados 36 livros. Escreve para  O Jornal, O Extra além de vários endereços eletrônicos pelo país.

é Alagoano de união dos Palmares e faz parte de várias academias de letras, entre elas Open Clube brasil (Academia Internacional de Letras), sociedade Brasileira de Médicos escritores, etc, além de ser membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, AMB.

Dintiguido com várias comendas, dentre elas a comenda Zumbi dos Palmares.



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