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24/8/2010 às 10:3:39
Educar para a vida real
Publicado por Ednaldo Marques


Educar para a vida real


A vida real é bem diferente daquela que os estudantes conhecem no ensino fundamental, médio e superior. Enquanto estão na vida escolar, conseguem resultados positivos estudando às vésperas para fazer provas e são levados a acreditar, que isso se aplica também no mundo real. Porém, é aí que muitos se enganam.

Na vida real existe uma lei que determina resultados. E esta, é a lei da colheita. A gente sempre colhe aquilo que planta. Somente fogem à regra aqueles que conseguem apadrinhamento político.

Não há atalhos que possam ser utilizados e dar sempre certo na vida real. É preciso plantar, preparar o solo, adubá-lo, regá-lo, combater ervas daninhas e manter todo esse ciclo durante a vida. Ou seja, quem deseja vencer na vida real, deve se preparar, aprender, aprofundar relacionamentos, trabalhar a comunicação, identificar oportunidades, usar a criatividade, planejar, dominar mais de uma língua – português e inglês, renovar constantemente as quatro saúdes - física, mental, emocional e espiritual, desenvolver a capacidade de liderar a si e outras pessoas.

O profissional do mundo moderno precisa ser um especialista em alguma coisa. Mas, além disso, ter uma visão generalista.


Edinaldo Marques

Professor da Ufal e Consultor

www.twitter.com/edinaldomarques



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16/8/2010 às 11:21:12
Promessas e realizações
Publicado por Ednaldo Marques


Promessas e realizações


Uma das maiores dificuldades dos candidatos a governador e presidente que vencerem as eleições de outubro será transformar ideias e propostas em realidade. Na fase atual do processo eleitoral os postulantes tentarão demonstrar no rádio, na televisão e nos comícios, vontade em promover mudanças, para que melhorem os índices na educação, saúde, segurança, emprego, renda, transportes... É isto o que a população deseja.

Mas, como transformar promessas em ações concretas? O que é mais difícil: planejar ou executar aquilo que foi traçado? Basta apenas ter vontade política para melhorar a qualidade de vida da população?

Já vimos vários exemplos de dirigentes que são eleitos, prometeram muita coisa e, depois não conseguiram transformar em realização.

Para os futuros governadores e o presidente transformarem aquilo que for prometido em realidade alguns pontos são essenciais. Primeiro, é preciso que tenham em mente, de forma clara, os objetivos a serem alcançados. Segundo, a equipe de trabalho precisa estar engajada e comprometida com as metas traçadas. É exatamente nesse ponto que a coisa complica. Em face dos compromissos políticos assumidos para ganhar a eleição, muitas vezes, o ocupante do cargo é levado a nomear pessoas, simplesmente, porque fazem parte da coligação, do partido político que deu sustentação, ou, até mesmo, por amizade. Se tiver curso superior, então, a indicação, segundo alguns afirmam, já atende ao critério da competência. Mas que competência? Na verdade as pessoas que são indicadas, mesmo tendo curso superior, nem sempre têm habilidades gerenciais, como liderança, capacidade de comunicação, visão empreendedora, sistêmica e holística, capacidade de criar ambientes motivadores.

O que queremos dizer é o seguinte: não basta ser engenheiro, médico, jornalista, advogado, professor ou qualquer outra coisa. Para ser um bom gestor e realizador é preciso possuir aptidões complementares, como foco, saber trabalhar em equipe, ouvir as pessoas, ter transparência, autocontrole, eficácia pessoal e interpessoal.

Um dos graves problemas do país não é a falta de dinheiro para investimento, mas sim, a falta de gestões éticas, eficazes e eficientes. Ser eficaz é fazer as coisas que precisam ser feitas, para que os resultados sejam positivos. Ser eficiente é fazer as coisas certas. E para ter eficácia é necessário, entre outras coisas, gerenciar bem o tempo. Caso contrário, ao final de quatro anos, veem as colocações: “o tempo foi curto para realizar tudo aquilo que planejamos, não houve recursos suficientes para fazermos tudo que planejamos”. E será que o tempo foi realmente curto ou faltou uma melhor gestão?

Os especialistas que conhecem bem os problemas brasileiros no serviço público dizem que a dificuldade maior não é a falta de recursos, mas a falta de competência administrativa para transformar planejamento em algo atingível. Quando focamos o poder e nos esquecemos das necessidades do povo, os resultados são apenas parciais. O contrário, sim, promove as condições para pleitear a continuação no poder.

 

EDINALDO MARQUES

Engenheiro civil, Professor da UFAL e Consultor

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www.blogdoprofessoredinaldo.blogspot.com



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9/8/2010 às 11:4:50
Eleição presidencial
Publicado por Ednaldo Marques


O que se espera do(a) futuro(a) presidente do Brasil? Qual o perfil ideal da pessoa que deve governar o país a partir de 2011? Como melhorar a qualidade de vida da população? Como promover o desenvolvimento sustentável? Como tratar a violência em suas manifestações? Quais as prioridades que devem ser consideradas e como colocá-las em prática?
Essas são questões que o eleitorado deve estar atento durante os dias que faltam para o pleito que escolherá o futuro presidente. É preciso saber o que cada candidato pensa dos principais problemas da população e, a partir daí, usar a consciência, a imaginação e o maior poder que cada ser humano possui: a liberdade de escolha ou livre arbítrio. Assim, dar-se-á uma contribuição responsável para o futuro da sociedade brasileira.
Mas todo o cuidado é necessário. As pessoas vivem no mundo, porém não operam diretamente no mundo. As ações ou decisões são consequência da percepção que se tem sobre alguém ou sobre alguma coisa. Por isso é que é importante ficar atento ao que pode ser produzido pelos “marqueteiros” com o intuito apenas de confundir a cabeça do eleitor.
Vive-se um momento de grande complexidade. Para se chegar à solução dos diversos problemas que afligem a população não é tarefa fácil. O volume de recursos disponível nunca será suficiente para atender todas as necessidades. Qualquer que seja o(a) vencedor(a) do pleito, para ter sucesso na gestão, precisará definir prioridades, ter coragem, visão sistêmica, holística e empreendedora, pois há uma interdependência entre todos os fenômenos que se relacionam com a vida humana.
Algumas regras de qualquer administração pública são básicas: é preciso planejar bem, priorizar e racionalizar a alocação e aplicação dos recursos públicos. E, além disso, é preciso que o(a) presidente e sua equipe tenham um conjunto de hábitos eficazes, que possam levar o país a alcançar os objetivos desejados. Quando os hábitos são bons os resultados positivos aparecem mais rapidamente. Caso contrário ...
O Brasil cresce economicamente, mas em termos sociais ainda está muito longe do ideal. Somente com algumas reformas será possível reduzir desigualdades e mudar os atuais indicadores.
Um dos grandes problemas continua sendo a geração de emprego e renda para a população. Muito se discute como gerar emprego. Antes de tudo é preciso saber que se o emprego está escasso e a cada dia mais difícil, o trabalho sempre existiu e vai continuar existindo. Porém, faltam pessoas qualificadas para as diversas tarefas. É preciso profissionalizar o maior número possível de brasileiros e disponibilizar programas de educação continuada para formação de mão-de-obra mais qualificada que atenda aos dias modernos.
A continuação do PAC 1 e o início do PAC 2 são importantes para o garantir a infraestrutura necessária ao desenvolvimento, movimentar a indústria da construção civil e gerar milhões de empregos.

EDINALDO MARQUES
Engenheiro Civil e Consultor
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1/8/2010 às 20:2:20
Escalada da violência
Publicado por Ednaldo Marques


Escalada da violência


Os casos de violência se multiplicam em todo o país, desafiam as autoridades e exigem ações urgentes. Famílias se destróem ao verem seus entes queridos serem precocemente mortos, às vezes, pela própria polícia numa clara demonstração de despreparo.

A convivência urbana está cada vez mais perigosa. Hábitos condenáveis, praticados por pessoas adultas, adolescentes e até crianças, fazem sucessivas vítimas.

O uso de drogas cresce em proporções alarmantes e traz como consequência o aumento ainda maior da criminalidade. Diariamente, a mídia estampa notícias que demonstram o quanto é urgente a adoção de providências, que possam combater e reduzir essa escalada da violência. As soluções para o problema exigem decisão política, planejamento, ações integradas e eficazes. Em síntese, vontade e gestão.

Na vida moderna as famílias não estão conseguindo cumprir o seu papel na difusão da educação e civilidade. Valores humanos como amor, ética, integridade, honestidade, generosidade, respeito, responsabilidade... tornaram-se uma raridade.

Além de combater a violência é preciso, também, criar uma cultura de paz com valores, atitudes, comportamentos e modos de vida, que promovam a não-violência. Tentar enfrentar a violência urbana apenas com repressão policial não permitirá que cheguemos a um estado aceitável e sustentável.

A saída são as escolas. Em todos os níveis de ensino, do fundamental ao superior, é necessário promover a reflexão por parte dos alunos, prepará-los mentalmente para substituir pensamentos ruins por bons. Como tudo começa na mente, se quisermos mudar a realidade atual, precisamos trabalhar os pensamentos das pessoas. Com exemplos, histórias, vídeos e metáforas, pedagogicamente apropriados, os estudantes poderão levar às suas famílias os ensinamentos que forem recebidos.

Mas, para que isso aconteça, é preciso ampliar a grade curricular, criar a disciplina “Inovação Humana”, cuja ementa terá autoconhecimento, valores humanos, liderança pessoal, inteligência emocional – autocontrole e religiosidade. Como os professores não estão treinados para isso será necessário, primeiro qualificá-los, para que depois possam repassar aos alunos.

EDINALDO MARQUES
Professor e Consultor
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28/7/2010 às 15:42:52
Grau de desigualdade
Publicado por Ednaldo Marques

Li o editorial da Gazeta de Alagoas, que foi publicado na edição de domingo (25 de julho), intitulado “Distâncias sociais”.

O Brasil tem avançado economicamente, mas do ponto de vista social o abismo ainda é enorme. O motivo é que não conseguimos administrar o país fazendo aquilo que deveria ser feito. O primeiro passo é fazer as reformas necessárias. Entre elas, reforma política, administrativa, fiscal, tributária, trabalhista e previdenciária.

Para isto é preciso coragem, decisão política e persistência. O grande problema é que a ampla maioria da sociedade não percebe isso. Parece ficar satisfeita apenas com bolsa-família e esquece que a sustentabilidade social depende de várias ações a serem implementadas.

Sem mudar a visão e as prioridades, sem uma revolução na educação, vamos continuar amargando resultados como o que foi divulgado pelo Pnud – Programa das Nações Unidas para o desenvolvimento, que coloca o Brasil no vergonhoso índice de 3º país da América Latina em desigualdades sociais, na frente apenas do Haiti e da Bolívia.

EDINALDO MARQUES
Professor e Consultor
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26/7/2010 às 8:40:22
Como promover transparência - parte II
Publicado por Ednaldo Marques


A corrupção no Brasil é um mal que sempre existiu e para combater é preciso usar uma estratégia correta. Se não for possível extirpar por completo, pelo menos, pode ser bastante reduzido. Para tal, são necessárias várias reformas: política – para estabelecer regras e procedimentos transparentes para o controle do financiamento de campanhas eleitorais; do judiciário – para reduzir a impunidade e punir mais rapidamente os casos de corrupção; administrativa – para diminuir a quantidade de cargos de confiança e o poder de barganha no jogo político com a captação de propinas nas estatais. Além disso, fazer ainda as reformas fiscal e tributária para aumentar o controle sobre os gastos públicos e reduzir o pagamento de “pedágios”.

Ocupamos, hoje, a 75ª posição no ranking dos 180 países mais corruptos do mundo. Entra e sai governo, mas a “doença endêmica” continua sem solução. Algumas pesquisas indicam que 40% é o percentual, em média, desviado em todo e qualquer processo de investimento com recursos públicos.

De acordo com a FGV – Fundação Getúlio Vargas, o prejuízo do Brasil, somente com a queda de produtividade provocada por fraudes públicas, é de US$ 3,5 bilhões por ano. A consequência é que recursos, que deveriam ser investidos em educação, saúde e segurança, por exemplo, vão para bolsos particulares. Faltam hospitais, leitos, medicamentos, médicos, educação de qualidade, estradas confortáveis e seguras, segurança pública etc.

Um estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), estimou que o preço da corrupção custa para o Brasil entre R$ 41,5 e R$ 69,1 bilhões por ano, o que corresponde de 1,38% a 2,3% do PIB – Produto Interno Bruto. Se o dinheiro desviado fosse investido em educação, por exemplo, poderíamos ampliar de 34,5 milhões para 51 milhões o número de estudantes matriculados na rede pública do ensino fundamental, além de melhorar as condições de vida do brasileiro.

Se não houvesse tanta corrupção, 277 novos aeroportos poderiam ter sido construídos no país. A precariedade dos terminais dos aeroportos é um dos maiores problemas para a realização da Copa do Mundo de 2014.

Sem dúvida, uma das formas preferidas para desvios de recursos públicos ocorre em obras de infraestrutura. Pela complexidade técnica fica difícil detectar algo errado. Somente um trabalho de auditoria feito por especialistas em projetos e execuções, com elevada condição moral e ética, recebendo altos salários para tentar reduzir a possibilidade de se corromperem, poderia identificar inúmeras irregularidades. São medições, mudanças de materiais, processos construtivos incompletos ou ineficazes, falta de controle tecnológico e tantos outros fatores que levam a corrupção.

Há corrupção nas obras que são feitas e se acabam antes do tempo de vida. Estradas, que deveriam durar 10 ou 20 anos, acabam-se em um ano. Obras de construção civil, que teriam uma durabilidade de 50 anos, no mínimo, precisam ser totalmente refeitas com 3 ou 4 anos de construídas e, às vezes, logo após serem inauguradas. Para isso, novos recursos são gastos e mais corrupção.

Também obras que são executadas e abandonadas sem a manutenção devida sofrem uma depreciação prematura e necessitam de novos e grandes investimentos. Tudo isso são formas de corrupção.

Edinaldo Marques
Engenheiro Civil e Consultor
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15/7/2010 às 16:18:16
Como promover transparência
Publicado por Ednaldo Marques


Como promover transparência


Com os eventos da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil vai precisar fazer investimentos pesados na infraestrutura de transportes – aeroportos, metrôs, estradas, vias de acesso... das cidades escolhidas para sediar os jogos. A Infraero estima, que no período do mundial, haverá um crescimento de 2,7 milhões de passageiros nos 16 aeroportos próximos às cidades-sede. Isto vai exigir um investimento da ordem de 6,5 bilhões de reais.

Dos 12 estádios de futebol escolhidos para os jogos oficiais do mundial, nenhum tem as características exigidas pela Fifa. Todos passarão por grandes reformas e construção de novas instalações. O valor previsto, somente nesse caso, já chega a 10 bilhões, 300% maior do que o inicialmente imaginado, devido a inclusão das coberturas das arquibancadas em todas as arenas, conforme recomendação da Fifa.

Outros aspectos importantes e que também merecerão investimentos são na segurança pública e nos sistemas de comunicação.

Num pronunciamento recente feito da África do Sul, o presidente Lula chegou a citar que haverá transparência nesses investimentos. Na realidade apenas a publicação dos recursos destinados a investimentos em obras não impedirá desvios. O caminho da corrupção ocorre através de repasses em dinheiro para ocupantes de cargos públicos por parte das empresas que executam serviços ou fornecem materiais. Somente quando há alguma discordância entre as partes envolvidas, pode surgir uma gravação ou algum outro tipo de prova do crime. Foi o que aconteceu no caso do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, que acabou sendo cassado.

Corrupção pode ocorrer de várias formas: na licitação pública, durante a execução das obras ou fornecimento de materiais, na participação societária de um ente público a partir de um “laranja” com uma empresa contratada, através da emissão de notas fiscais cujos serviços ou materiais não foram entregues...

As provas de cada tipo de crime não são fáceis de ser obtidas. Normalmente, as auditorias são simplesmente contábeis, demoradas e podem envolver novos jogos de interesses.

As empresas que executam serviços ou fornecem materiais para o governo, quando entram numa licitação pública, sabem da “cultura” reinante. Deixam embutidos nos preços uma taxa a ser repassada ou, simplesmente, reduzem suas margens de lucro para ter acesso mais rápido aos pagamentos das medições dos serviços realizados. Isso é uma regra, mas existem exceções.

Por melhores que forem os procedimentos de controle e fiscalização contábil, por mais eficientes que sejam os Tribunais de Contas dos Estados, da União e os Ministérios Públicos Estaduais e Federal, com a estrutura de hoje, é impossível evitar totalmente que isso venha a ocorrer. Uma forma de minimizar os desvios seria proceder auditorias técnicas, principalmente em grandes investimentos, cuja estrutura de trabalho precisaria ser compatível, a fim de garantir resultados positivos.

O que pode e deve ser feito é acabar com a impunidade. Quando um gestor for identificado na prática de um crime, seja quem for, deve haver rapidez na apuração e na busca das provas.

A Copa do Mundo de 2014, que é o maior evento mundial, passa a ser um grande desafio administrativo para o Brasil. Será uma oportunidade para demonstrar competência de planejamento, organização, execução e controle.

Edinaldo Marques
Engenheiro Civil e Consultor


Tags: Planejamento, Organização, Execução, e, Controle
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12/7/2010 às 13:27:8
Educação para a vida
Publicado por Ednaldo Marques

É na família onde começa a aprendizagem das crianças e adolescentes. Sobretudo o ensinamento emocional passado pelos pais deixa profundas marcas, que podem ser positivas ou negativas e duradouras para a vida afetiva. A forma como os pais tratam seus filhos – disciplina rígida ou empática, compreensiva, indiferente ou com simpatia etc., influi na formação do caráter do futuro adulto. Porém, vale salientar, que o ambiente familiar, apesar de determinante, não é final.

Há uma competitividade econômica no mundo, que provoca a redução do emprego e dos níveis de salários, obriga pais e mães a trabalharem mais para poder criar seus filhos. Estes, ficam a mercê da própria sorte, de babás – algumas despreparadas e de programas de televisão não educativos. Além disso, o crescimento da pobreza é outro fator que interfere na questão.

Caberá às escolas e aos educadores promoverem as medidas corretivas ou preventivas, para que mais crianças trilhem caminhos certos na vida.

Os educadores de  hoje estão muito mais preocupados em avaliar os alunos em matemática e leitura do que a observar um outro tipo de deficiência, e que é mais perigosa: o analfabetismo emocional.

As estatísticas comprovam que o número de crianças e jovens que praticam crimes violentos, estupros, assassinatos, se suicidam, engravidam, contraem doenças venéreas, utilizam drogas, entram em depressão etc., aumenta a cada ano. E isso cria dificuldades na convivência entre as pessoas.

Como saída, é necessário incluir no currículo das escolas o estudo da “ciência do eu”, cujos principais componentes são a descoberta da autoconsciência, aprendizagem de como tomar decisões, como lidar com sentimentos, com a tensão, aprender a compreender os sentimentos e preocupações dos outros, ser bom ouvinte e bom perguntador, como construir confiança num relacionamento, como usar a intuição, reconhecer as consequências de suas decisões e ações, como solucionar conflitos etc. Toda essa aprendizagem forma o que alguns especialistas chamam de competências duráveis.

Os canais de ligação entre as escolas e as famílias precisam sem ampliados. Não basta apenas trabalhar os alunos. É preciso, também, a participação dos pais, conversas periódicas que permitam um melhor entrosamento.

A falta de uma educação integrada é sentida, inclusive, nas universidades. Profissionais conseguem seus diplomas de graduação ou pós-graduação, mas não estão preparados para conviver harmonicamente no ambiente de trabalho. Muitas vezes não entendem que antes dos pensamentos vêm os sentimentos. Não conhecem o processo primário de pensamento tão bem descrito pelo neurologista Sigmund Freud.

Está aí um enorme desafio a ser enfrentado pelos administradores da educação. A luta é grande, mas não impossível de ser vencida. E esse é o único caminho para buscar o equilíbrio social tão desejado.


Edinaldo Marques

Professor e Consultor



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9/7/2010 às 15:48:13
Roleta Russa
Publicado por Ednaldo Marques

Com a interdição da BR-101 motivada, principalmente, pela falta de manutenção que deveria ocorrer nos dispositivos de drenagem durante o período de verão e, em segundo lugar, pelas chuvas que caem no nordeste, o tráfego de veículos está sendo desviado pela rodovia litorânea (AL-101 Norte e PE-60).

O aumento do volume diário de tráfego numa estrada cujo pavimento não foi dimensionado para suportar uma grande repetição de cargas pesadas provoca várias patologias. Crateras já começam a se formar, tendo em vista o incremento de tráfego pesado e intenso. Além disso, aumentou e muito o risco para quem usa a rodovia.

O trecho da rodovia litorânea Maceió-Recife pertencente à Alagoas é caracterizado por curvas muitas fechadas e de difícil desenvolvimento quando a velocidade está acima dos 80 km/h. Em alguns pontos a velocidade precisa ser ainda mais reduzida para evitar acidentes.

Para quem precisa de deslocar neste momento a capital pernambucana fica o alerta, a fim de que redobrem os cuidados para garantir a segurança pessoal e dos demais ocupantes dos veículos.

 

Edinaldo Marques

Engenheiro Civil e Consultor

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5/7/2010 às 18:44:35
Chefiar não é liderar
Publicado por Ednaldo Marques


Chefiar não é liderar


Lendo os comentários que foram postados num blog local, constata-se o quanto as pessoas confundem liderança com chefia ou comando.

Quem dirige um órgão público ou uma empresa privada, não necessariamente exerce a liderança. O ideal seria que o comandante fosse também um líder. Na prática não é assim que ocorre.

Há muita distorção do conceito de Liderança. Nem tudo que se lê em livros ou na internet está correto. É preciso ter cuidado com a fonte. Alguns dos mais renomados autores sobre esse tema são Peter Drucker, Tom Peters, Stephen Covey, Michael Useem, Ronald Heifetz, Santiago Álvarez, Deepak Chopra, Robert Reich, Warren Bennis, entre outros.

Liderança e comando não são dons de Deus, como alguns pensam. Há curso para formação de líderes no Brasil e no exterior. Por exemplo, há um curso na Wharton School, uma universidade da Pensilvânia nos Estados Unidos, que é liderado pelo professor Michael Useem. Em São Paulo, tem um curso na FranklinCovey. Depois de qualquer curso as habilidades de liderança precisam continuar sendo desenvolvidas ao longo da vida.

Uma questão é sempre levantada em palestras ou cursos: o presidente Lula é um líder nato? Não existem líderes natos. Ninguém nasce líder. Lula, como um sindicalista que foi, desenvolveu a habilidade de comunicação oral. Possui algumas características de líder, mas do ponto de vista técnico-científico, não é um líder ideal. Uma liderança verdadeira precisa ser centrada em princípios, que são leis naturais e inquestionáveis. Alguns exemplos: princípio da qualidade ou excelência, princípio da integridade e da honestidade, princípio da imparcialidade etc.

Há ainda aqueles que pensam, que “liderança é um perigo”. Pelo contrário, a falta de verdadeiros líderes é que é um grande perigo. Um exemplo: a crise econômica mundial, que surgiu no final de 2008, foi antes de tudo uma crise de lideranças.
 
Outro conceito que não deve ser confundido é o de liderança com gestão. São habilidades muito próximas, porém têm diferenças. Uma coisa é liderar, outra é administrar. As pessoas confundem os conceitos. Liderar é fazer as coisas certas. Já administrar é fazer certo as coisas. Portanto, há uma sutil diferença entre os dois conceitos.

Leciono o tema liderança na disciplina Administração, que é ofertada aos cursos de engenharia civil, engenharia química e engenharia ambiental na Universidade Federal de Alagoas. Além disso, faço palestras e consultoria. Vou deixar meu email e meu twitter, para que aquelas pessoas que queiram debater o assunto possam entrar em contato comigo.



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