Maceió, 7/9/2010 - 08:29
Máx Mín
30º 20º
Capa / Canal Blogs e Colunas
Versão mobile RSS Twitter
27/1/2010 às 19:3:8
VOCÊ SABE FALAR BEM EM PÚBLICO? QUER APRENDER? (LEIA E APRENDA ALGUMAS DICAS IMPORTANTES)
Publicado por Dr Alonso Filho


VOCÊ SABE FALAR BEM EM PÚBLICO? QUER APRENDER? (LEIA E APRENDA ALGUMAS DICAS IMPORTANTES)


Olá, tudo bem? Como vai a sua vida?

Espero que, na medida do possível, esteja tudo indo bem.

Hoje, conforme prometido, vamos conversar um pouco sobre esta maravilhosa arte de falar bem público.

Arte que, como qualquer outra arte, qualquer um pode aprender, se assim o desejar verdadeiramente. E por que digo “verdadeiramente”?  

Porque, você e eu, sabemos que, muitas vezes, dizemos que queremos isso, queremos aquilo, mas que não fazemos nada para alcançar o que dizemos que queremos, não é verdade?

Por isso, se você quiser “verdadeiramente” aprender a falar bem em público, continue lendo este artigo e preste atenção em algumas dicas que vamos apresentar.

Claro que você também pode dizer: sabe de uma coisa? Não vou ler esse artigo não. Eu não quero falar em público.

Bem, eu só lhe peço que termine a leitura desse artigo e, no final, você vai ver que, mesmo não querendo falar em público, as dicas, que daremos, servirão para melhorar ainda mais a sua comunicação. Afinal, quem de nós não quer ser compreendido?

Dito isto. Para início de conversar, quero deixar bem claro que as dicas dadas, neste artigo, são apenas para colaborar para a melhoria da nossa comunicação.

Ou seja, as dicas a serem dadas não substituem, em hipótese alguma, um curso de falar em público (se for do seu interesse).

Aliás, temos bons profissionais nesse ramo. Em Alagoas, eu posso recomendar o Professor Carlos Conce (www.carlosconce.com.br) porque já fiz mais de um curso com ele e aprendi muito do pouco que sei.

Mas, então por que será que temos tanto medo de falar em público?

As respostas podem variar, dependendo do ponto de vista de cada um. Alguém já disse: um ponto de vista é apenas a vista de um ponto.

No meu ponto de vista, o medo de falar em público é, principalmente, resultado do nosso desconhecimento do assunto que queremos falar e das técnicas existentes para o exercício, dessa arte natural arte do ser humano, que é a arte da comunicação.

Explicando melhor.

É perfeitamente normal o medo de falar em público. Há até pesquisa que diz que esse medo é, para algumas pessoas, até maior do que o medo da morte.

Contudo, penso que o mais importante é sabermos que é possível vencer esse medo através do conhecimento. Conhecimento do assunto e de algumas técnicas para melhor se comunicar.

Por falar nisso, o que é se comunicar?

Podemos dizer que comunicar é tornar comum um pensamento, um sentimento, uma idéia.

Logo, comunicação é o ato de tornar comum algo que até então pertencia ao nosso mundo íntimo.

Por isso, quando eu falo e o outro não me entende, não posso dizer que me comuniquei.

No máximo, eu posso dizer que informei, pois se trata de um ato unilateral de expor a informação.

O que é diferente de comunicação. A comunicação pressupõe dois lados: quem fala e quem escuta. Acrescentando-se que quem escuta precisa entender o que foi dito para poder existir a comunicação. Ou seja, para se tornar comum algo que antes não o era.

Por essas razões, é bom que eu procure ser claro quando me expressar para que o outro possa me entender e nós nos comunicarmos.

Existe todo um estudo sobre esse maravilhoso processo de comunicação humana, detalhando cada um dos seus vários elementos (emissor, receptor, mensagem, código, meio, retroalimentação, ruído).

Porém, não vou aprofundar o assunto, a esse ponto, nos estreitos limites desse artigo, para não cansar a você que nos dá a honra da leitura.

De qualquer forma, existem muitos bons sites a respeito do assunto, bastando apenas que nos utilizemos de um site de busca (www.google.com.br ,por exemplo) e digitemos “processo de comunicação humana” e encontraremos uma quantidade imensa e variada de estudos sobre o tema. Vale a pena, quem tiver interesse, aprofundar.

Por ora, prefiro trazer algumas dicas do consagrado Professor Reinaldo Polito (www.polito.com.br) para que você possa falar melhor:

  1. Seja você mesmo. Nenhuma técnica é mais importante que a sua naturalidade.
  2. Pronuncie bem as palavras - sem exagero.
  3. Fale com boa intensidade - nem alto nem baixo demais - sempre de acordo com o ambiente.
  4. Fale com boa velocidade - nem rápido nem lento demais.
  5. Fale com bom ritmo, alternando a altura e a velocidade da fala para manter aceso o interesse dos ouvintes.
  6. Tenha um vocabulário adequado ao público.
  7. Cuide da gramática, pois um erro nessa área poderá comprometer a apresentação.
  8. Tenha postura física correta.
  9. Dê à sua fala início, meio e fim.
  10. Fale com emoção - demonstre interesse e envolvimento pelo assunto.

Para concluir, lembramos que uma das melhores formas de se vencer o medo de falar em público é saber bem o que se vai falar. Então, estude e organize o que vai falar. Faça um pequeno roteiro das idéias e revise-o antes de falar.

Quando temos certeza do que vamos falar, já temos, pelo menos, 50% de chances de nos expressamos bem e sermos compreendidos.

Os outros 50% fica por conta da nossa criatividade, do nosso jeito de ser, da nossa criatividade, lembrando sempre que você só se comunica se conseguir tornar comum o que você sabe e que se propôs a transmitir.

Na hora de falar, é recomendável, antes de começar, que você respire profundamente e inicie falando pausadamente, de forma a poder se ouvir e aumentando a confiança aos poucos.

DICA FINAL:

Se, em algum momento de sua vida, você for chamado a dizer algumas palavras e não tiver nada preparado para falar, não fuja, não deixe o medo lhe tirar essa chance de despertar esse potencial em você. Enfrente a situação da seguinte forma:

AGRADEÇA. Comece agradecendo a Deus, a quem te convidou para falar, a presença de todos e: a) deseje sucesso ao evento que vai acontecer; ou b) destaque o sucesso do evento que acabou de acontecer; c) se lembrar de alguma frase significativa, diga-a com emoção. Se não lembrar, encerre dizendo com convicção: “Há duas fontes permanentes de alegria: uma é o dever cumprido. A outra é o bem realizado. Fiquem com Deus!” Este encerramento pode ser usado em qualquer ocasião por causa das verdades que traz.

Espero que tenha gostado. Adicione um comentário. Isto ajuda a melhorar a nossa exposição. Tenha certeza de que leio todos os comentários postados neste nosso blog.

Até a próxima.

PRÓXIMO ASSUNTO: EXISTE SORTE? EXISTE DESTINO? COMO HARMONIZAR LIVRE ARBÍTRIO COM DETERMINISMO DIVINO?

O autor deste artigo é ALONSO FILHO: cidadão alagoano, juiz do trabalho, palestrante, contador de histórias, poeta, escritor, compositor, cantor e internauta nas horas vagas e cheias da vida.



Tags:
Imprimir | Comentar (11) | Enviar
19/1/2010 às 12:31:32
COMO ESTÁ A SUA AUTO-ESTIMA?
Publicado por Dr Alonso Filho


COMO ESTÁ A SUA AUTO-ESTIMA?


Olá, como vai? Tudo bem? Espero que sim.

E, mesmo que estejamos passando por algum problema, sério ou não, nós, por experiência própria, sabemos que passa. É só olharmos para trás e pensarmos nos outros problemas que tivemos e que passaram.

 Às vezes, demora um pouco. Às vezes, não. Às vezes, o problema é pequeno e é a nossa lente de aumento (da precipitação) que o aumenta. Às vezes, o danado do problema é grande mesmo.

Mas, uma coisa é certa: toda vez que esquentou a cabeça, o fósforo acabou perdendo-a. E nós sabemos o quanto tem de verdade nesse dito popular, não é mesmo?

Bem, vamos ao nosso assunto de hoje. A auto-estima.

COMO ESTÁ A SUA AUTO-ESTIMA?

Não se assuste. O artigo não está começando de novo. Fiz questão de colocar de novo essa pergunta em letras maiúsculas para chamar mesmo a sua atenção para a importância desse tema.

E aí, você já pensou sobre esse assunto?

Olhe, penso que mais importante do que qualquer outra coisa é saber como estamos tratando a nós mesmos.

Ora, se o Divino Rabi da Galiléia disse que devemos amar ao outro como a nós mesmos, eu pergunto: como vou amar ao outro se eu não me amo?

Pois é. Isso mesmo. Auto-estima é o auto-amor. É estima de si mesmo. E essa auto-estima tem dois componentes importantes: o valor pessoal e a competência pessoal.

Começando pelo segundo, podemos dizer que essa percepção da nossa competência pessoal é a gente saber do que é capaz de fazer. E o que é melhor: saber que podemos aprender a ser capaz de fazer. Já pensou?

Você, eu, nós, podemos aprender a fazer o que os outros fazem e fazer muito mais. Fácil? Não, claro que não. Mas, aí vai a boa notícia: sempre é possível melhorar.

Para isso, nós precisamos saber o que queremos aprender, onde e como aprender. Ou seja, ir atrás do que quer. Lógico, de forma ética e sem prejudicar a ninguém.

Mas, tenhamos absoluta certeza: SOMOS MAIS CAPAZES DO QUE PENSAMOS SER. Em potencial, é claro. Pois, nem sempre, na prática, usamos todo o nosso potencial.

E agora vamos falar do primeiro componente da auto-estima: o valor pessoal. Para isso, com a permissão de vocês, apresento uma poesia minha (já transformada em música), pois ela trata do assunto.

POESIA: MEU VALOR

O meu valor não está

Naquilo que eu possuo

O meu valor não está

Naquilo que eu posso comprar

O meu valor não é algo passageiro

O meu valor é interior

Nada tem a ver com o dinheiro.

Cada olhar, cada gesto de amor

Vai mostrar o que eu tenho

Realmente de valor

É o amor, é o amor, é o amor...

 

Está dito. O meu valor é o amor! É o amor que eu tenho por mim mesmo, pelas minhas qualidades (ainda que tenha defeitos), pelos meus sonhos (ainda que nem todos possam se realizar), pelo meu jeito de ser (ainda precise melhorar em alguns aspectos).

Alguém já disse uma vez: “a gente só leva dessa vida três coisas: o bem que fez, a amizade que construiu e o amor que sentiu. Pois, caixão não tem gaveta, nem mortalha tem bolso.” 

E eu acrescento que mesmo que tivesse, nada de material passa para o mundo espiritual. Só vai com a gente o imperecível, o que traça não come, nem a ferrugem corrói, segundo ensinava o Guia e Modelo da Humanidade há mais de dois mil anos.

RESUMINDO,

Para aumentar a nossa auto-estima (o nosso auto-amor), precisamos:

·         conhecer melhor a nós mesmos e então saber do que somos capazes de fazer e o que podemos nos tornar capazes de fazer.

·         saber que, mesmo não tendo dinheiro, nem posição social de destaque, nem bens materiais, valemos pelo amor que temos (por Deus, por mim e pelo outro).

Para finalizar, lembro da história do turista, que buscava iluminação, e foi à Índia, para se encontrar com um guru espiritual famoso.

Só que chegando a sua casa, percebeu o quanto ela era pequena e que quase não tinha móveis: apenas uma pequena mesa, dois bancos e alguns livros.

Admirado o turista, foi logo perguntando: mas o senhor é um guru famoso, onde estão os seus bens, seus móveis, suas coisas?

O guru, sabiamente, respondeu, perguntando: e onde estão os seus?

O turista apressadamente respondeu: ora, eu só estou aqui de passagem.

E o guru concluiu: eu também.

Pensemos nisso. E busquemos o que realmente é de valor. Sabemos que os bens materiais são importantes para a nossa existência material. Mas somos seres espirituais com vivência material e, mais cedo ou mais tarde, partiremos para o outro lado. Por isso, devemos alimentar também o espírito.

Paz e luz para todos nós! Até a próxima.

PRÓXIMO ASSUNTO: VOCÊ SABE FALAR BEM EM PÚBLICO? QUER APRENDER? (DICAS IMPORTANTES NO PRÓXIMO ARTIGO)

ALONSO FILHO: cidadão alagoano, juiz do trabalho, palestrante, contador de histórias e internauta nas horas vagas e cheias.



Tags:
Imprimir | Comentar (6) | Enviar
14/1/2010 às 1:40:2
VAGA LEGAL: A INCLUSÃO DO DEFICIENTE FÍSICO NO MERCADO DE TRABALHO.
Publicado por Dr Alonso Filho


VAGA LEGAL: A INCLUSÃO DO DEFICIENTE FÍSICO NO MERCADO DE TRABALHO.


Olá, como vai? Tudo bem?

 

Bem, como foi prometido no final do artigo anterior (sobre o perdão), hoje vamos falar sobre o deficiente físico e sua inclusão no mercado de trabalho.

 

 Vamos falar sobre a chamada vaga legal para os deficientes físicos. Você já ouviu falar dela?

 

Pois bem. O nome é vaga legal, porque é uma vaga que a lei disse que é obrigatória.

 

Por isso, os deficientes físicos têm direito à vaga legal nas condições estabelecidas na lei.

 

Vamos juntos entender o que isso significa?

 

Para início de conversa, a lei maior do nosso país, que é a Constituição Federal de 1988, diz que a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos (valores básicos) da nossa República Brasileira.

 

Mas, afinal o que é dignidade humana?

 

Bem, uma das definições diz que a dignidade da pessoa humana é o atributo imanente ao ser humano para exercício da liberdade e de direitos como garantia de uma existência plena e saudável.

 

E, para garantir a dignidade da pessoa humana, ainda a nossa Constituição Federal diz que:

 

a) são objetivos fundamentais do nosso Brasil:

 

·        construir uma sociedade livre, justa e solidária

·        promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação,

·        e erradicar a (...) marginalização e reduzir as desigualdades sociais;

 

b) a União, dos Estados e Distrito Federal e dos Municípios podem fazer leis sobre a saúde, a assistência pública, a proteção e a garantia das pessoas portadoras de deficiência.

 

c) a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de admissão.

 

Aí o Congresso Nacional editou a Lei 8.213/91 (Plano de Benefícios da Previdência Social) e que trata também da vaga legal dos deficientes físicos no setor privado.

 

Esta lei determinou que a empresa, com 100 (cem) ou mais empregados, está obrigada a preencher de 2% (dois por cento) a 5% (cinco por cento) dos seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, habilitadas, na seguinte proporção:

 

I - até 200 empregados...................................................................2%;

II - de 201 a 500..............................................................................3%;

III - de 501 a 1.000..........................................................................4%;

IV - de 1.001 em diante. ..................................................................5%.

 

E no setor público como fica?

 

Também nesse setor foi criada a vaga legal dos deficientes físicos. E isto foi feito pela Lei 8.112/90, que é o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais

 

Ora, essa lei diz que as pessoas portadoras de deficiência têm garantido o  direito de se inscrever em concurso público para provimento de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência de que são portadoras; para tais pessoas serão reservadas até 20% (vinte por cento) das vagas oferecidas no concurso.

 

E, para melhorar ainda mais a situação do deficiente físico, a Lei 11.788/08 (que cuida do Estágio) garantiu às pessoas portadoras de deficiência o percentual de 10% (dez por cento) das vagas oferecidas pela parte concedente do estágio.

 

Por último, a Lei 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente) determinou que “ao0 adolescente portador de deficiência é assegurado trabalho protegido.”

 

Concluindo, como você deve ter notado, o deficiente físico tem garantido acesso ao mercado de trabalho, através da chamada vaga legal, em várias oportunidades.


 

Bem, essa é uma das formas de a Lei preservar a dignidade da pessoa humana do deficiente físico. Mas, a lei é apenas um caminho. Há outros caminhos que podem e devem ser trilhados por nós, sociedade civil organizada. E um deles é o caminho do coração. O caminho do Amor. Do Amor pelo  ser humano, independentemente de cor, raça, credo, condição financeira, classe social etc.

 

Para encerrar, eu deixo algumas perguntas para reflexão:

 

Existe realmente deficiência ou trata-se apenas de necessidade especial?


Será que a deficiência, apontada nas várias leis, é realmente física ou será também emocional na medida em que a nossa capacidade de amar ainda é pequena para aceitar normalmente os que são diferentes, deficientes ou não?

 

Por fim, se ainda somos daqueles que ainda ficamos na dúvida se somos capazes de sonhar e tentar realizar os nossos sonhos, assistamos o vídeo de Tony Melendez no seguinte endereço na internet:

 

http://www.youtube.com/watch?v=GF9wo9sVn2c

 

E aprendamos a força da expressão 'QUANDO VOCÊ QUER, VOCÊ PODE, VOCÊ CONSEGUE!'

 

Abraços fraternos! Até o próximo artigo.

 

PRÓXIMO ASSUNTO: AUTO ESTIMA E MOTIVAÇÃO.



Tags:
Imprimir | Comentar (4) | Enviar
4/1/2010 às 19:57:34
O PERDÃO E OS SEUS BENEFÍCIOS EM NOSSAS VIDAS.
Publicado por Dr Alonso Filho


O PERDÃO E OS SEUS BENEFÍCIOS EM NOSSAS VIDAS.



Olá, tudo bem? . Hoje vamos conversar um pouco sobre o perdão e os seus benefícios em nossas vidas.

Eu sei que alguém já disse uma vez: “falar é fácil, difícil é fazer”. E, para mim, essa frase traz uma grande verdade. Realmente, falar de perdão é mais fácil do que perdoar.

Porém, precisamos lembrar de que não foi à toa que o Mestre dos Mestres recomendou, há mais de dois mil anos, que o perdão deveria ser dado não só sete vezes, mas setenta vezes sete vezes, quando indagado por um dos seus discípulos sobre quantas vezes deveríamos perdoar.

Bem. Há uma pequena história que fala dos porcos espinhos na era glacial (era do gelo).

Conta-se que, por causa do frio intenso, os porcos espinhos tinham que juntinhos uns aos outros para se aquecerem.

Acontece que, como sabemos nós, os porcos espinhos têm espinhos e por isso mesmo, uns feriam aos outros. Aqueles que não suportavam os ferimentos causados pelos espinhos saíam do grupo para, pouco tempo depois, morrer congelado. Aqueles que, mesmo sentindo na carne o espinho do outro, ficava junto ao grupo, mantinha-se aquecido e assim permanecia vivo.

Ai você, caro (a) leitor (a), poderia perguntar: ora, mas o Alonso diz que vai falar de perdão e vem com essa história de porcos espinhos na era glacial. O que uma coisa tem a ver com a outra?

É, aparentemente, você poderia ter razão. Mas, agora quem pergunta sou eu: será que não há alguma semelhança, nessa pequena história, com o que acontece quando nos relacionamos com os outros seres humanos e deixamos que os nossos espinhos (defeitos) firam os outros e que também somos feridos pelos espinhos (defeitos) dos outros?

Vamos esclarecer logo: eu não estou aqui chamando-nos de porcos espinhos. Longe disso. Contudo, que, às vezes, os nossos defeitos (espinhos) nos ferem uns aos outros e isso não podemos negar. Não é verdade?

E o que fazer então?

Penso que você concordará comigo que todos temos a necessidade de nos manter aquecidos com o calor do convívio social (família, trabalho, escolas, faculdades etc.) para evitar o congelamento da solidão, do isolamento, da falta de relacionamentos.

Por essa razão, a solução é o perdão. Perdoar não é fácil, mas é possível. Mas ai vai, segundo penso, uma interessante observação sobre o ato de perdoar.

O PERDÃO NÃO É UM ATO APENAS. ELE É UM PROCESSO. UM CONJUNTO DE TRÊS ETAPAS: COMPREENSÃO. ACEITAÇÃO. ESQUECIMENTO.

Vamos ver como é isso?

Quando alguém nos magoa, nos fere de alguma forma, ficamos com raiva, mas nem sempre paramos para pensar com clareza sobre o que houve. Ficamos só remoendo, remoendo e a raiva vai aumentando.  Como se houvesse uma vozinha dentro da nossa cabeça dizendo: ele (a) não deveria ter isso. E a raiva vai aumentando ao ponto de, às vezes, até nos paralisar em nossas atividades normais para ficarmos pensando apenas no que houve.

É aqui que entra a primeira etapa. A compreensão do que realmente nos magoou. Ou seja, devemos parar para pensar um pouco sobre o que houve e, com toda sinceridade possível, fazer a seguinte pergunta para nós mesmos: por que isso que aconteceu está me chateando?

Dessa forma, poderemos descobrir o real motivo da chateação. E, talvez, possamos estar com razão de ter ficado chateado. Mas e agora? Devo continuar com raiva?

Olha só. Há um lembrete que a gente, de vez em quando encontra na rua, que diz: “a raiva mata”. E, mesmo que esse aviso seja usado na campanha de vacinação canina, traz para nós humanos um lembrete vital. Há sérios estudos científicos que demonstram que ao sentirmos raiva, constante e persistentemente, colocamos, em nossa corrente sanguínea, substâncias tóxicas que não fazem bem a nossa saúde.

Quem tiver interesse nesse tema, entre num site de busca e pesquise. Ficar citando esse ou aquele estudo poderia cansá-lo (a) e o seu tempo é precioso. Mas vale a pena pesquisar.

Então, agora é hora de passarmos para a segunda etapa do processo do perdão: a aceitação.

Ou seja, a aceitação de que vivemos no mundo de pessoas ainda imperfeitas, o que aliás, nos inclui, e que devemos aceitar a imperfeição de cada um para vivermos bem. Mas isso não quer dizer que se deve deixar que alguém simplesmente nos magoe e fiquemos deixando para lá. Não. É necessário, com a educação e a cortesia de sempre, falar, para as pessoas, que elas nos magoaram e que isso não é bom para o nosso convívio.

Por fim, vem a terceira etapa: o esquecimento. Esquecimento de quê? Do fato, do ocorrido? Não. Pois seria engano pensar que se esquece do fato. Isso pode até acontecer com o tempo. Assim, o esquecimento é da emoção negativa que envolveu a situação.

Resumindo: primeiro, compreendemos o que está nos chateando. Depois, aceitamos a imperfeição do outro, porém, impondo os devidos limites com a palavra sincera sobre o ocorrido (de preferência, depois de algum tempo e se imaginando no lugar do outro que vai ouvir). E então esquecemos a emoção negativa e seguimos adiante.

Pois, como bem disse o Grupo Acorde, da Paraíba, na música Anjos:

 “Qual de nós não tem nenhum defeito?

Qual de nós não tem uma virtude?

Precisamos só achar um jeito.

De suavizar o laudo rude.”

Fica, pois, amigos (as) leitor (as) internautas, esta nossa pequena reflexão sobre o perdão, com o único objetivo de debater um assunto que considero importante para o convívio social.

Se você concordou comigo ou não, comente o que você acabou de ler. Dê a sua opinião. Para mim, para você e para todos os demais humanos, é importante a existência de outras opiniões.

É na diversidade que aprendemos mais. Afinal, “um ponto de vista é apenas a vista de um ponto” (frase atribuía ao Frei Leonardo Boff).

Fiquem com Deus! E aprendamos a perdoar aos outros e a nós mesmos para o nosso próprio bem e da coletividade.

 

PRÓXIMO ASSUNTO: VAGA LEGAL: A INCLUSÃO DOS DEFICIENTES FÍSICOS NO MERCADO DE TRABALHO.

 

ALONSO FILHO: cidadão alagoano, juiz do trabalho, palestrante, contador de histórias e internauta nas horas vagas e cheias.



Tags:
Imprimir | Comentar (6) | Enviar
3/1/2010 às 19:52:38
PARA QUÊ ESTOU NO SITE MACEIÓ AGORA?
Publicado por Dr Alonso Filho

Olá, eu sou Alonso Filho, alagoano, juiz do trabalho, titular da 10ª Vara do Trabalho de Maceió, e quero aproveitar esse espaço do meu blog, aqui no maceioagora.com.br para trocar idéias com você, amigo (a) internauta, sobre os mais diversos assuntos, especialmente, os da área jurídica trabalhista, que é a minha especialidade.

Quero poder aprender e ensinar, nessa interação necessária, que é a nossa vida, dinamizada cada vez mais por esta maravilhosa ferramenta de comunicação que é a internet (rede mundial de computadores).

Quero que você considere seu também esse espaço. Por isso, colabore comigo, enviando assuntos, sugestões, temas a serem abordados, que eu, na medida do possível, estarei falando sobre os assuntos sugeridos. Os elogios e as críticas também serão muito bem vindos, pois os elogios nos mostram que estamos no caminho certo e as críticas dizem quais os ajustes que devem ser feitos para encontrar o caminho certo. O meu email é alonsofilho2008@gmail.com  . 

Desejo a todos um Feliz Ano Novo para todos, lembrando uma frase que alguém, sabiamente, disse uma vez: “quando eu quero, eu posso, eu consigo”. Que nesse ano novo, nós possamos querer o bem nosso e da coletividade, tornando Maceió, de agora, uma cidade mais feliz.

Um forte abraço!

PRÓXIMO ASSUNTO: OS BENEFÍCIOS DO PERDÃO EM NOSSAS VIDAS.



Tags:
Imprimir | Comentar (2) | Enviar
11/9/2009 às 8:27:54
Bem vindos ao blog do Dr Alonso Filho
Publicado por Dr Alonso Filho

Bem vindos ao blog do Dr Alonso Filho


Tags: blog, dr, doutor, alonso, filho, juíz
Imprimir | Comentar (4) | Enviar
  • 1
Saiba mais sobre este Blog
Dr Alonso Filho



Publicidade

(clique para ouvir o comercial)

Rua Natalício Lins Madeiro, Murilópolis, Maceió (AL) - Fone: (0xx82) 3338-3905 / contato@maceioagora.com.br
Desenvolvido por Top TV Web, Produção e Comunicação LTDA - Copyright 2009 - Todos os direitos reservados.