|
AVISO: O texto abaixo é de responsabilidade do blogueiro e não representa a opinião do Maceió Agora.
CLUBE DOS DROGADOS
José Arnaldo Lisboa Martins Eu passei minha infância sem saber o que era droga e, já rapazinho, na Pensão Monalisa, em Maceió, pela primeira vez eu vi um saco de maconha, apreendido pelos policiais civis da Delegacia que era nossa vizinha. Na Escola de Engenharia passei 5 anos sem saber que algum colega usasse cocaína ou fumasse maconha. De uns anos para cá, tudo ficou diferente e só ouço falar em apreensão de drogas, em assassinatos que elas provocam, em filhos que se drogam e passam em disparadas pelas ruas e avenidas das cidades, com sons alto-falantes em decibéis extravagantes. Vejo jovens eliminados e seus corpos estendidos pelas calçadas, e toda a população participando da “festa”. Observo que o tão badalado desarmamento, só fez aumentar a compra de armas e aumentar as estatísticas de sangue. As drogas foram chegando aos poucos e hoje dominam os jovens, seduz as “patricinhas” e os sarados “mauricinhos”, em madrugadas de espera, de apreensões e sofrimentos, para os pais aflitos. As noites para descansos e para os sonhos, se transformaram em insônias intermináveis e em pesadelos. Ultimamente, eu venho observando que alguns pais já estão sem autoridade para seus filhos, a ponto de deixá-los livres para as drogas e para as baladas do “ficar”. Vejo que o “direito da força” se transformou num dilema para os pais, pois, estes passaram a admitir o uso das drogas e da maconha, como hábito da juventude. Recentemente, eu vi que Senadores, Deputados, Ministros, Desembargadores, Juízes e Promotores, acharam melhor a “liberação total”. As manchetes estão trazendo motivos para comemorações, para passeatas e festas. Em nome da falência das leis, dos maus costumes e da vergonha nacional, de agora em diante, qualquer pessoa pode consumir droga, em qualquer lugar, em qualquer hora e em qualquer quantidade. Basta que tenha vontade. O consumo passou a ser permitido e os nossos legisladores já passaram a estipular até as quantidades permitidas. De agora em diante, qualquer consumidor pode ficar “na sua”, cheirando cocaína, crack ou fumando maconha que ninguém será capaz de proibir. Em qualquer festa, balada, meretrício, “fazenda” ou BBB, pode se reunir para o uso, até que não possa mais, pois, ninguém será capaz de estipular uma quantidade. Cada um tem seu apetite. Se um policial abordar um grupo de amigos para proibir o uso das drogas, basta que eles digam que estão, apenas, consumindo e que podem processar o policial por danos morais. Basta que cada um tenha uma quantidade “x” para o consumo próprio e terá a proteção da lei. Os clubes sociais, já podem fazer suas festas, com cada um dos sócios podendo dar sua cheiradas, pitadas ou fumadas, com liberdade. Se num estádio de futebol, todos os torcedores estiverem com sua cotas de drogas, dentro dos seus limites, podem levar para os estádios e consumirem à vontade. Ninguém vai ser mais traficante. Qualquer pessoa “de um bom coração”, vai poder levar para seus amigos, e dar a cada um uma certa porção de drogas, pois, isto não será “tráfico” e sim bondade, doação, caridade. O “tráfico” só vai acontecer, se a pessoa levar dorga para vender e todos irão dizenr que não estão vendendo e sim consumindo ou levando para seus amigos consumirem. As favelas, sindicatos, organizações ou associações, de agora em diante, poderão criar seus “clube” que o governo garante. Como já existe o “luz para todos”, o “casa para todos”, o “bolsa família para todos”, o “bolsa penitenciária para todos”, será criado o maior clube social do Brasil que será o “clube das drogas, para todos”. |
Engenheiro Civil, aposentado pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas.